‘TV do Lula’ entra no plano de desestatização do governo

Aproximadamente R$ 400 milhões do dinheiro dos pagadores de impostos serão economizados com a venda da EBC
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Fundada em 2007 pelo ex-presidente Lula, a EBC presta serviços de radiodifusão pública
Fundada em 2007 pelo ex-presidente Lula, a EBC presta serviços de radiodifusão pública | Foto: Divulgação/EBC

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND) do Ministério da Economia. Trata-se de uma etapa em que o futuro da companhia será definido, seja via repasse à iniciativa privada ou fechamento. Conforme a pasta, a entrada da estatal no PND converge para reordenar o papel do Estado na economia. Além disso, permitirá que a União concentre esforços nas atividades em que a presença do governo seja fundamental. “A desestatização da EBC poderá resultar em significativa desoneração (aproximadamente R$ 400 milhões de despesas poderiam ser excluídas do orçamento da União)”, informou o governo, em nota, na terça-feira 16.

TV do Lula

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Fundada em 2007 pelo ex-presidente Lula, a EBC presta serviços de radiodifusão pública, tem sede em Brasília, capital social de R$ 307,3 milhões e 1,8 mil empregados. Ela é uma das 19 companhias públicas que dependem do Tesouro Nacional para pagar gastos de custeio e com pessoal, ou seja, do dinheiro dos pagadores de impostos. Em linhas gerais, não gera lucro suficiente para custear as próprias despesas. Segundo técnicos do ME, a EBC (conhecida como “TV do Lula”) recebeu subvenção de R$ 508,1 milhões em 2019, dos quais R$ 350,7 milhões em repasses do Tesouro e R$ 7,3 milhões como Adiantamento para Futuro Aumento de Capital registrado no patrimônio líquido.

Leia também: “A EBC e sua milionária ‘TV traço'”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 49 da Revista Oeste

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