Einstein diz que Yamagushi foi afastada após declaração sobre nazismo

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Em 12 jul 2020, 12:22

Einstein diz que Yamagushi foi afastada após declaração sobre nazismo

12 jul 2020, 12:22

Albert Einstein divulgou nota na qual afirma que considerou uma declaração de Nise Yamaguchi à TV Brasil como “infeliz e infundada”

Einstein Yamaguchi

O Hospital Israelita Albert Einstein se manifestou sobre o afastamento da médica e pesquisadora Nise Yamaguchi. De acordo com a instituição, a suspensão ocorreu para averiguar uma suposta “manifestação insólita” cometida por ela durante uma entrevista à TV Brasil.

Na ocasião, a médica comparou o medo provocado pela pandemia do coronavírus no Brasil à postura das vítimas do holocausto.

“O medo é prejudicial para tudo. Primeiro ele te paralisa. Te deixa massa de manobra. Qualquer pessoa. Você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela massa de rebanho de judeus famintos, se não os submetessem diariamente à humilhações, humilhações, humilhações… Tirando deles todas as iniciativas?! Quando você tem medo, você fica submisso a situações terríveis”, disse Yamaguchi.

O hospital Albert Einstein considerou a analogia feita pela médica “infeliz e infundada” e afirmou que, “por tratar-se de um hospital israelita, optou por afastar a médica” das funções até a que a manifestação dela fosse analisada internamente.

“Como se trata de manifestação insólita, o hospital houve por bem averiguar se houve mero despropósito destituído de intuito ofensivo ou manifestação de desapreço motivada por algum conflito”, declarou o Albert Einstein por meio de nota. “A expectativa do hospital é a de que o incidente tenha a melhor e mais célere resolução, de modo a arredar dúvidas e remover desconfortos”.

Desculpas

Por sua vez, Nise Yamaguchi afirmou que suas declarações foram “objeto de interpretações não condizentes com suas convicções, foram manifestadas no intuito de expressar a maior dor que ela conhece”. No pedido de desculpas, ela agradeceu as inúmeras manifestações de apoio e solidariedade de todos aqueles que compreendem a importância da discussão da Hidroxicloroquina em tratamento precoce do covid-19.

“É cristalino o entendimento de que nunca foi ela antissemita, ao contrário. Expressa verdadeira e irrestrita admiração ao conhecimento e toda a contribuição que o povo judeu deu ao planeta”, diz Nise Yamaguchi, por meio de sua assessoria jurídica.

Nise é uma das grandes defensoras do uso da hidroxicloroquina nos estágios iniciais da covid-19, o que tem provocado críticas de setores contrários ao medicamento.

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16 Comentários

  1. Grande Dra. Nise Yamaguchi!!!

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    • Infelizmente mais uma vítima de patrulhamento e perseguição.

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  2. Infelizmente nesse mundo,falar algumas verdades,se tornou crime.

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  3. A irmã da Dra. Nise, Naomi, é judia e foi candidata a vereadora pelo Partido Novo em 2016.

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  4. O que ela disse de ofensivo? O povo judeu era tratado como massa de rebanho pelos nazistas. Ela apenas retratou que o medo foi decisivo na largada inicial para que os nazistas tivessem infelizmente êxito, uma vez que outros países ficaram calados diante do que estava ocorrendo. Ao meu ver o Albert Einstein, um hospital tão conceituado está usando isso como desculpa infundada para encobrir o real motivo. O hospital mesmo não pode ignorar o uso do composto de hidroxocloroquina associado a outros medicamentos. Ele fez e faz uso em seus pacientes. Meu plano de saúde tem como protocolo o uso desse composto. Qual o problema?

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    • Porque manifestação insólita ? Ela disse alguma inverdade ? Ora, está parecendo perseguição politica contra ela muito mal disfarçada. RIDÍCULA A ARGUMENTAÇÃO DO EINSTEIN.

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  5. O Hospital foi INTOLERANTE!! Espero que não tenha o dedo de Dória ou de médicos ligados a ele ou até mesmo da CNN, já que sua blogueira foi DESMONTADA AO VIVO PELA DRA. NISE. Com todo respeito a história de Israel, mas que falta de bom senso.
    BOLSONARO, CHAME A NISE PARA O MS!!!

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    • Momento de virar ministra da saúde e refazer as estatísticas de quem realmente morreu SÓ de covid .Porque 99,9 morreram com o vírus mas não foi DO vírus .essas estatísticas deviam ser refeitas.

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  6. O que estão fazendo com ela, é muita estupidez

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    • Com esta desculpa fajuta, fica claro que há uma pressão sobre o Einstain com o objetivo de desmoralizar à classe médica que defende o uso de um tratamento preventivo com hidroxicloroquina. Dra. Nise é fantástica!!! Enfrenta com argumentos e com postura estes hipócritas de toda estirpe. Chegou o cúmulo da CNN convidá-la para uma entrevista e a repórter – muito ruinzinha por sinal – com ironia, veio apresentá-la como pregadora de um tratamento. Ainda bem, levou o troco na hora. O desrrespeito do entrevistador de um canal de notícias com uma médica conceituada, pra mim já diz tudo, o canal é conivente, contrata uns jornalistas de 2a. categoria pra fazer este papelão. Tudo isso é muito triste de ver!

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  7. Que desculpa esfarrapada, esse Hospital inventou! Além do que, o que ela disse é uma verdade, a respeito do medo!
    Deve haver pressão dos esquerdóides em relação ao protocolo da hidroxicloriquina, evermectina e azitromicina!

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  8. Atitude adsurda da direção do hospital com um discurso de “politicamente correto”.

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  9. Ela disse algo errado?

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  10. É a moda do cancelamento, que atinge quem, mesmo com as melhores intenções ou sem querer, toca em feridas como holocausto, racismo, LGVT. Wiilliam Waack demitido da Globo, Leandro Narlock demitido da CNN. É a censura imposta pelos patrões. Desconheço alguém da esquerda punido por acusação semelhante. Estes tem salvo-conduto para falar o que bem entenderem de quem quiserem.

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  11. Insólita foi a reação do renomado hospital…que deveria justamente ter apoiado o exemplo que a médica deu para o método de subjugar pelo medo.

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  12. Com respeito ao caso da brilhante e competente médica Dra.; Nice Yamaguchi e o Conceituado HOSPITAL ALBERT EINSTEIN, apos tomar conhecimento dos argumentos de ambas as partes. Opino sem medo de errar, baseado em meus humildes conhecimentos de TECNICO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS, que a direção do Hospital, está sem a razão, pois coforme suas argumentações, a decisão foi tomada para averiguações, chegando a dizer que foi a Dra. quem tornou publica a situação. Errou o Hospital, pois se não tinha convicção de que o comportamento da mesma era, entre aspas, ERRO GRAVE, uma simples advertencia, já seria suficiente.
    Da proxima vez, pensem nisso. Se é que o verdadeiro motivo, não foi a CLOROQUINA. A qual, coforme PROTOCOLO recomendado por mais de 4.000 médico BRASILEIROS, comprovando a sua EFICACIA. TUDO pela vida, NADA, pelas INTENÇÕES, no minimo duvidosas. Tenho Dito.

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