Estados com força no agronegócio estão tendo a economia menos afetada

Em 7 jul 2020, 11:40

Estados com força no agronegócio estão tendo a economia menos afetada

7 jul 2020, 11:40

Estados com forte presença do agronegócio, como os da região Centro-Oeste, estão tendo a economia menos afetada pelo coronavírus

agronegócio

Foto: zqf503/Pixabay

Os Estados brasileiro foram atingidos de forma desigual pelos efeitos econômico em razão da pandemia do coronavírus. As regiões com uma maior força do agronegócio inegavelmente apresentaram uma menor queda da economia.

A região Centro-Oeste, por consequência, foi a que apresentou o melhor desempenho, com uma contração de 6,16% nas atividades econômicas entre março e abril. O Centro-Oeste é a região do país que mais produz soja e carne, produtos do agronegócio que estão tendo uma forte demanda da China.

Veja também: “PIB do setor agropecuário deve crescer 2,5%, estima Ipea”

O Pará também se aproveitou igualmente da demanda chinesa. O sul do Estado, informa o jornal O Estado de S. Paulo, é um grande produtor de soja. De acordo com dados do Banco Central, a economia paraense recuou 5,22%. Como base de comparação, a economia do Estado vizinho do Amazonas caiu 21,44% neste mesmo período.

Amazonas

De acordo com os dados do Banco Central, O Estado do Amazonas foi o que mais foi afetado economicamente com a pandemia. O Amazonas é muito dependente da Zona Franca de Manaus e do turismo, que foram paralisados em razão da pandemia.

“Toda vez que o Brasil vai bem, o Amazonas vai melhor ainda. E toda vez que o Brasil vai mal, o Estado vai pior ainda. Foi o que ocorreu na pandemia”, afirmou o economista Lucas Vitor de Carvalho Sousa, professor do Departamento de Economia e Análise da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para O Estado de S. Paulo.

Os economistas estão chamando a atenção para a queda do consumo de bens de consumo duráveis, como veículos, em razão das medidas de isolamento e da diminuição da renda. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central, o crédito para a aquisição de veículos sofrera, uma forte queda nos meses de março e abril.

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