EUA modernizam suas bombas atômicas localizadas na Alemanha - Revista Oeste

Edição da semana

Em 1 abr 2020, 17:22

EUA modernizam suas bombas atômicas localizadas na Alemanha

1 abr 2020, 17:22

País europeu faz parte do Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan; número de ogivas não é confirmado oficialmente

Bomba atômica do modelo B61

Bomba atômica do modelo B-61
Foto: Wikimedia

Os Estados Unidos estão modernizando suas bombas atômicas armazenadas na Alemanha. Embora não haja confirmação oficial, acredita-se que as ogivas estejam armazenadas em depósitos subterrâneos na Base Aérea de Büchel, no oeste do país.

O número exato de bombas é desconhecido, mas estima-se que varie entre 15 e 20. A Alemanha é signatária do Acordo de Compartilhamento Nuclear da Otan e, com isso, os Estados Unidos podem utilizar aeronaves de seus aliados para lançar artefatos nucleares. Além da Alemanha, são signatárias do acordo a Bélgica, a Holanda, a Itália e a Turquia.

De acordo com o portal Deutsche Welle, em 2010 o Bundestag, o Parlamento alemão, pediu que o governo do país pressionasse os Estados Unidos para que retirassem todas as armas nucleares de seu território. A pressão foi infrutífera, e os EUA resolveram agora modernizar sua capacidade nuclear na Europa.

As bombas nucleares dos modelos B61-3 ou B61-4 estão na ativa desde o fim da década de 1980 e já se encontram no final da vida útil. O programa de modernização não teve valores nem prazo divulgados, e as autoridades alemãs não serão informadas quando se efetuar a troca.

As novas bombas serão do modelo B61-12, com capacidade de direcionamento direto ao alvo e precisão de 30 metros, muito mais eficientes que as atuais de queda livre. Elas devem ser lançadas dos caças Tornado da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

Vacinação sem vacina

Falar em obrigar a população inteira a se vacinar — com uma vacina que não existe — significa o quê? Um negócio da China?

Supremas diferenças

Ao compararmos o STF à Suprema Corte dos Estados Unidos, o choque é violento

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma nova doença: o vício em desculpas

Poucas figuras públicas têm a força de caráter para se recusar a pedir desculpas aos identitaristas, que gostam de desempenhar o papel de vítimas permanentes

Você não pode perder

O pai, o filho e o deboche

O pai, o filho e o deboche

A ideia geral de que não se deve praticar certas coisas em público, porque “pega mal”, parece caminhar rapidamente...

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês