'Ficamos soltos', diz chefe da confederação de prefeitos sobre a pandemia

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Em Em 2 jul 2020, 15:17

‘Ficamos soltos’, diz chefe da confederação de prefeitos sobre a pandemia

2 jul 2020, 15:17

Segundo Glademir Aroldi, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, faltou uma coordenação do “governo central” para que os prefeitos conduzissem os trabalhos na pandemia

prefeitos pandemia

Glademir Aroldi participou de sessão mista do Congresso | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, criticou nesta quinta-feira, 2, a forma como os trabalhos de controle ao coronavírus foram conduzidos. Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, ele afirmou que faltou “coordenação do governo central”.

“A gente ficou solto. Meio que perdido. Cada gestor fazendo aquilo que estava entendendo naquele momento novo. Não houve um alinhamento de ações”, disse. Aroldi participou de uma audiência pública remota da comissão mista do Congresso que acompanha as medidas de combate à covid-19.

“Os prefeitos estão pagando um preço muito alto porque, quando você isola uma comunidade, parte dela não aceita e não entende que esse isolamento é para proteger a saúde. Ela cobra do prefeito. E o governo federal, que vinha tomando outra posição em entrevistas, dificultava a vida do gestor local”, completou.

Sobre as compras de produtos e respiradores, onde diversos governadores e prefeitos estão sendo alvos de investigações por suspeitas de superfaturamento, Aroldi sugeriu uma lista de preços por parte do Ministério da Saúde. De acordo com ele, a falta de critérios na relação com fornecedores deixa os gestores públicos “em dúvida”.

“O Ministério da Saúde precisa assumir a coordenação e realizar uma ata de preços no que diz respeito à compra de insumos e equipamentos. Para que não haja esta dúvida quando um governador ou um prefeito for adquirir um medicamento ou um equipamento e tenha que pagar um valor muito acima do praticado no mercado”, disse.

Eleições

Glademir Aroldi comentou ainda a promulgação da Emenda Constitucional 107/2020, que adia as eleições municipais de outubro para novembro. O adiamento ocorre por conta da pandemia de covid-19. Ele disse que respeita a decisão do Congresso Nacional, mas destacou que a realização das eleições neste ano pode prejudicar a atuação dos futuros prefeitos.

“Quando a gente fala em realizar eleições neste ano, imagine um prefeito eleito assumindo pela primeira vez um município, com uma nova equipe de assistência social e saúde, no meio de uma pandemia. Ele chegando sem o conhecimento de gestão pública. Muitos assumem pela primeira vez. Isso nos preocupa e nos levou a defender a não-realização de eleições neste ano”, disse.

 

 

 

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9 Comentários

  1. Impressionante a cara de pau… Coordenar o que? Nenhum governador apoiou iniciativas do Governo Federal, e são eles, os governadores dos estados, que mandam nesse bando de prefeitos capachos…. Vai reclamar pro STF seu dissimulado….

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    • Cara de pau!

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  2. Essa carapuça não cabe no Presidente Bolsonaro só na cabeça dos governadores e prefeitos, por decisão do STF.

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    • E muita cara de pau desses imbecis
      Agora estão apavorados pelas cagadas que fuzeram e agora tentam tirar da reta. Bando de hipócritas.

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  3. Os srs. governadores e prefeitos vão ver nas eleições o destino que os aguarda, ou seja, a lata de lixo da história. O sr. Aroldi ainda tenta alfinetar o governo federal, mas ele sabe quem é o culpado, o STF e os governadores. Porquê o sr. não teve a hombridade de criticá-los na sessão mista do congresso?

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    • Por que é um covarde!
      Todo mundo é “macho” contra o Presidente Bolsonaro, mas é uma “mulherzinha” contra o STF que é o verdadeiro culpado.

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  4. Eles devem culpar o STF, que determinou que prefeitos e governadores tinham autonomia para gerenciar seus estados-membros e seus municípios.
    Se alguém é culpado pelo fracasso do isolamento social horizontal, esse e o STF.

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  5. O STF deu autoridades pra eles e eles ficaram se achando, toda hora lacrando contra o governo federal e qualquer orientação que os ministros da saúde dessem. Quando o Teich fez um plano lógico de quando abrir e fechar eles disseram que não seguiriam antes mesmo de ler. Vão pra PQP agora.

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  6. Além da cara de pau, ainda quer estender o mandato desses prefeitos mequetrefes. E mais, quando ele fala que o Ministério da Saúde deveria ter um registro de preços, ele abusa da linguagem técnica pra ludibriar quem desconhece os regramentos. Mesmo que o MS tivesse uma ata de registro de preços, pouquíssimos órgãos poderiam aderi-la. Esse senhor é um fanfarrão!

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