Garota, eu não vou para a Califórnia - Revista Oeste

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Garota, eu não vou para a Califórnia
Políticas progressistas tolerantes ao crime, elevados gastos sociais sem planejamento, aumento da população de rua e regulação cara e complexa para negócios provocam o êxodo californiano
18 set 2020, 08:51

Muitos aqui que me acompanham sabem que sou filha de professores. Meu pai, professor de matemática, também foi diretor da escola com fundações norte-americanas onde estudei, o Instituto Gammon, em Lavras, Minas Gerais. Constantemente, meu pai trazia livros em inglês para casa e minha mãe, professora de português e inglês, tinha uma infinidade de dicionários e livros norte-americanos que eu usava durante horas e horas para traduzir o que não entendia.

E foi nessa rica coleção de livros de minha mãe que vi pela primeira vez a foto da ponte Golden Gate em São Francisco, na Califórnia. A foto estampava a capa de um grosso livro em inglês que tinha a Estátua da Liberdade na contracapa. Impressionada com a exuberância da ponte californiana, me debrucei sobre outros livros para achar mais fotos daquele Estado norte-americano que parecia ter monumentos majestosos e imponentes, assim como belezas naturais de tirar o fôlego, como a Baía de São Francisco.

Não foi necessário muito tempo mergulhada naqueles livros para entender a razão dos versos da canção de Lulu Santos que tanto cantarolávamos: “Garota eu vou pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas, vou ser artista de cinema, o meu destino é ser star… O vento beija meus cabelos, as ondas lambem minhas pernas…”. Tudo fazia sentido. Lulu conhecia a Califórnia, com certeza! E ela era linda. Aquelas fotos se encaixavam na música e no pensamento do que seria a Costa Oeste dos Estados Unidos, um lugar tão tão distante de minha querida Lavras, mas tão rico, ali na minha frente por meio dos livros de minha mãe.

Os anos se passaram, a menina do interior cresceu, disse que ia jogar vôlei e disputar uma Olimpíada pelo Brasil, e partiu mundo afora. Partiu, fez uma penca de bons amigos espalhados pelo globo, conheceu um ianque californiano, casou e se mudou para o Estado da ponte Golden Gate.

Alta criminalidade e custo de vida elevado forçam êxodo nunca antes visto

Para quem é fã de Ronald Reagan, como eu, a Califórnia é um marco importante na história de um dos presidentes e líderes mais marcantes que o mundo já viu. Antes de ser eleito presidente, em 1980, Reagan foi governador do Estado, de 1967 a 1975, quando o Golden State” ainda votava majoritariamente nos republicanos. Na década de 1990, as populações latinas e asiáticas aumentaram vertiginosamente, e o crescente número de eleitores do partido caiu após a rígida postura dos republicanos com imigrantes ilegais quando o partido se vinculou à Proposição 187 — uma medida, na época controversa, que negava serviços públicos a pessoas que estavam no país ilegalmente.

A proposta tornaria os imigrantes ilegais no Estado inelegíveis para benefícios públicos, economizaria cerca de US$ 200 milhões por ano, e, mesmo tendo sido aprovada num referendo por 58% da população estadual, não foi levada adiante. No entanto, a adesão dos republicanos a essa medida minou a força do partido, colocando o Estado de vez nas mãos dos democratas.

Desde 1992, a linda Califórnia de Lulu Santos não apenas votou em todos os candidatos democratas a presidente, mas também é administrada por democratas. E eles controlam não apenas o Estado, mas a grande maioria de cidades e condados californianos. O problema é que não estamos falando de democratas moderados, do antigo partido de John F. Kennedy, mas dos democratas de agora, da nova safra de desajustados e radicais progressistas. Com suas políticas públicas utópicas, eles estão destruindo o lindo Estado que habita mentes, canções, poemas e uma infinidade de filmes e séries de TV.

A Califórnia, conhecida pelo brilho e glamour de Hollywood, pelas cifras estratosféricas de seu mercado imobiliário e por impostos altíssimos, agora se destaca por recordes desabonadores: tem a maior população de rua de todos os Estados Unidos e também as mais complexas normas para empreendimentos comerciais. Em muitas partes do território californiano, o crime está fora de controle e milhares de pessoas dormem nas ruas. Tudo isso, combinado com um custo de vida extremamente alto, força moradores e empresas a deixar o Estado, num êxodo nunca antes visto. O maior número de pessoas que se mudam para o Texas tem origem exatamente na rica Califórnia.

Mais de 15 mil empresas já deixaram o Estado, e esse número cresce vertiginosamente

Califórnia e Texas hoje têm vasto território com recursos naturais, populações de várias etnias e são o lar de grandes companhias. Essas semelhanças com suas diferentes políticas sociais trazem o cenário perfeito para uma comparação. Recente pesquisa revelou que mais da metade dos californianos já pensa em deixar o Estado, e a principal razão é o alto custo de vida, entre 40% e 50% maior que o do Texas. Com regulamentação pesada para a construção civil, controle de aluguel, que desestimula a criação de unidades habitacionais, e políticas desastrosas que contribuem para a rápida elevação do custo de vida — energia, gasolina, transporte; tudo é mais caro na Califórnia —, a população de hoje, quase 40 milhões de habitantes, diminui a passos largos.

A esquerda gasta muito tempo e energia discursando sobre desigualdade social e como corrigir esse problema. Ironicamente, a Califórnia, o grande orgulho e experimento progressista, ocupa o quarto lugar na lista de Estados com o mais alto nível de desigualdade social e o segundo posto no país onde a desigualdade mais cresce. De acordo com o índice de pobreza do Census Bureau, o Estado tem a maior taxa de pobreza nos EUA, com um em cada cinco californianos vivendo abaixo da linha da pobreza. Um terço da população que precisa de programas de assistência social no país está na Califórnia.

E como o Estado está lidando com a crescente taxa de pobreza? Como esquerdistas lidam com o problema, sem planejamento e sem saber fazer contas. A Califórnia gasta anualmente em assistência social mais que Texas, Arizona, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Colorado, Utah, Nevada, Oregon, Idaho, Havaí, Louisiana, Arkansas, Oklahoma, Kansas, Nebraska, Novo México e Montana juntos. Governo estadual e prefeituras despendem uma fortuna em programas inúteis que não têm colaborado para solucionar um dos problemas mais graves no Estado: a falta de moradia. Embora os níveis da população de rua estejam caindo em todo o país, a Califórnia, com 12% da população nacional, abriga 49% dos sem-teto.

Mas falta dinheiro? Se a Califórnia fosse um país, seria o quinto PIB do mundo. Seu motor econômico é impulsionado pelo grande xadrez de gigantes da tecnologia e de pequenas e médias empresas. Por causa do trabalho duro e da engenhosidade, além das melhores universidades do país, o modelo californiano conseguiu criar esse colosso econômico que, aos poucos, começa a morrer sufocado por inúmeras regulamentações residenciais, fiscais e comerciais. Nos últimos dez anos, mais de 15 mil empresas deixaram o Estado, e esse número cresce vertiginosamente.

Os californianos sabem que ter dezenas de milhares de desabrigados em suas grandes cidades é insustentável

Enquanto Apple, Google, Facebook estão sempre na vitrine, são os pequenos e médios negócios que compõem a alma da economia do Estado. Empresas com menos de cem funcionários representam 98% da totalidade e empregam quase 40% da força de trabalho. E são exatamente essas empresas que fazem da Califórnia a potência econômica que é. O problema é que, hoje, o custo médio das regulamentações para pequenas empresas é de US$ 135 mil por ano. Isso resulta no fechamento de muitas torneiras dessa mina de ouro e provoca uma perda de mais de 3,8 milhões de empregos, o equivalente a 10% da população do Estado.

Em São Francisco, cidade da capa do livro de minha mãe, há mais bilionários per capita do que em qualquer outro lugar do mundo. Mas também há o problema dos sem-teto, tão grave que rivaliza com algumas nações do Terceiro Mundo. Não é difícil andar pela cidade e ver glamour a poucos metros de distância de pilhas de fezes humanas, poças de urina e vômito nas calçadas. A miséria da falta de moradia, o surto de doenças mentais e a dependência de drogas atingem profundamente São Francisco e transformaram partes de uma bela cidade em banheiro público de um manicômio a céu aberto.

Os californianos sabem que ter dezenas de milhares de desabrigados em suas grandes cidades é insustentável. Essa triste realidade não é apenas de São Francisco. Em vários lugares, as calçadas municipais se tornaram esgoto a céu aberto, com pilhas de lixo, agulhas usadas, ratos, muitos ratos. No entanto, ninguém ousa questionar a ortodoxia progressista ao fazer cumprir as leis contra usuários de drogas, ou mover os sem-teto das ruas para instalações suburbanas ou rurais, ou aumentar o número de hospitais psiquiátricos. Ninguém se atreve a questionar os agentes políticos do “Beautiful People” a conectar a infraestrutura decadente do Estado, as escolas pobres e os cuidados da saúde pública deficientes com o não cumprimento das leis de imigração, o que levou a um fluxo maciço de imigrantes ilegais, vindos das regiões mais pobres do mundo, e que muitas vezes chegam sem fluência em inglês ou o ensino médio completo.

Há uma série de outras leis e medidas absurdas na Califórnia que estão fazendo com que o residente, até aquele que nasceu e cresceu aqui, pense em ir embora. Um dos erros crassos é a Proposta 47, medida do Partido Democrata e defendida pela União Americana das Liberdades Civis (American Civil Liberties Union) — o referendo foi aprovado por ampla margem em 2014. A ideia era reduzir certos crimes não violentos a contravenções, a fim de liberar recursos para policiais e promotores irem atrás de criminosos violentos. Na proposta, são rebaixados a “pequenos delitos” crimes como fraude, falsificação e furto, desde que o valor total do roubo seja inferior a US$ 950.

Estabelecimentos comerciais são ocasionalmente atingidos por saqueadores em massa, e esses criminosos sabem como manter seus roubos abaixo de US$ 950, garantindo que tais “contravenções” não justifiquem a atenção da polícia. A conta chegou, e o resultado é que São Francisco agora tem a maior taxa de crimes contra propriedades per capita do país.

Os três políticos mais poderosos da Califórnia — a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a senadora Dianne Feinstein e o governador Gavin Newsom — são todos multimilionários. Suas vidas, casas e privilégios não têm nenhuma semelhança com os de outros californianos que vivem as consequências de suas políticas e agendas equivocadas. O trio passa os dias entoando os efeitos apocalípticos das mudanças climáticas e a razão para iniciar mais um impeachment contra Donald Trump.

A elite do Estado que sempre presumiu que a Califórnia era tão naturalmente rica e bonita e que sempre atrairia milhares de pessoas hoje percebe que o Estado está se aproximando dos limites lógicos do aventureirismo progressista nas políticas públicas.

A Califórnia é agora um Estado de partido único. Os democratas têm supermaioria em ambas as Casas da legislatura e apenas sete das 53 cadeiras no Congresso são ocupadas por republicanos. A Califórnia de Reagan não existe mais. Os ancestrais dessa nação levaram um século para transformar um deserto na Califórnia. Parece que bastará uma geração de desmiolados apenas para transformar, em uma ou duas décadas, a Califórnia em um deserto.

 

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55 Comentários

  1. Belo artigo, Ana, repleto de dados. A Califórnia pode virar uma Bahia: meia dúzia de riquíssimos e milhões de pobres alienados, rezando pra´ painho.

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    • Perfeito o exemplo com a Bahia. Governos do PT transformaram o estado em piores indices economicos, desempregados, pior nivel estudantil, etc

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    • Melhor artigo que já li nesta revista, desde que a assinei.

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  2. Parabéns Ana! Texto muito bem escrito e coeso! Que relato rico em informações e argumentos e, ao mesmo tempo, de leitura leve e simples. Tudo posto, assim como você, garota, eu não vou “pra” Califórnia!

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    • Ana parabéns pelo ótimo texto, mas essa fotografia da Califórnia de hoje me entristece. Sempre achei São Francisco uma cidade encantadora, se pudesse seria seu vizinho.

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      • Excelente análise. A derrocada imposta pelos democratas na Califórnia assusta pela escalada de medidas “desmioladas” adotadas pelos gestores progressistas.

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  3. Parabéns!!

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  4. Parabéns pelo texto! Estamos vendo acontecer o mesmo no Estado de SP que, na mão do PSDB, está ruindo. Indústrias e empresas indo embora e economia girando em torno de especulação imobiliária e serviços voltados ao cumprimento de burocracias estatais. Por aqui, na capital, é crime falar sobre a invasão de áreas próximas a mananciais por pessoas que não têm onde morar. Conservar o ambiente em que vivemos e nosso estilo de vida é xenofobia. Viciados e mendigos na região central, então, virou rotina. Mas o que importa é o fogo na amazônia e a ameaça facista.

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  5. Belo comentário, Silvério.

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  6. Então quer dizer, Ana, que nem o povo americano conseguiu escapar das canalhices da esquerda. Sabe o que eu penso? Às vezes me dá uma sensação de que nas democracias ocidentais presidente da república não manda mais nada.

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    • Parabéns Ana, muito bom texto obrigado por compartilhar essas informações.

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      • Ana Paula,amo ler seus artigos,espero suas publicações na Revista Oeste.Fiquei feliz em ver suas opiniões reais sobre o Estado americano Califórnia.Conheci pessoalmente esse estado há alguns anos com minha filha,meu sobrinho e minhas duas irmãs,rodamos todo estado de carro.Fiquei sim maravilhada pelas praias lotadas de leões marinhos,Golden GATE e muitas outras belezas.Mas já na época me deparei com os moradores de rua em São Francisco,no frio e atacando turistas.Pensei como um estado rico convive com essas discrepâncias sócias?Nunca me arrependi de ter ido,viagem fantástica para turista que conhece Sausalito e várias outras preciosidades desse Estado.Agora digo com toda certeza,em todo lugar tomado pela esquerda,com suas políticas sociais distorcidas, é pobreza e destruição.Brasil “the same”,vc conhece.Fico triste com a Califórnia,um Estado rico que tornou-se pobre.Triste realidade.Abracos.

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    • Também tenho essa sensação. O PR não consegue mais fazer nada! Câmara, senado e STF são os comandantes, estes últimos, principalmente e imoralmente.

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  7. Parabéns Ana Paula pela brilhante análise. Sou professor, e às vezes penso que o mundo está dividido em, três grupos bem distintos; 1) Os empreendedores e idealistas que fazem, constroem e desenvolvem 2) Os parasitas de esquerda que com suas mentiras elaboradas, utopias, e roubos sistemáticos se perpetuam como uma praga ao redor do mundo, ora aqui, ora ali 3) E o restante que por não querer se incomodar acabam por fazer parte de uma maioria auto-alienada. Difícil, muito difícil de lidar com isso…

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    • Perfeita análise. Tenho essa mesma sensação.

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    • Nossa! Falou tudo com poucas palavras!

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    • Perfeita sua analise, a diferença entre brasil e Estados Unidos é que lá os empresários e criadores tem seu valor quando aqui são chamados de escórias da sociedade enquanto q o 2do grupo que vive da máquina publica é favorecido e elogiado pela midia….

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  8. Volta pra´ Lavras. Os mineiros te adoram!

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  9. Parabéns pelo texto. Sou calouro aqui na Oeste, mas textos como este me fazem ver que fiz bem em assinar, sem falar do resto da turma né ? Você faz mineiros como eu se orgulharem de uma de suas filhas mais ilustres.

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  10. Democratas destruindo a Califórnia. É como diz Lyle H. Rosster em seu livro A Mente Esquerdista”: ” Os legisladores de esquerda escrevem leis que encorajam as pessoas a processarem uma às outras por insultos muitas vezes triviais, e a culparem legalmente umas às outras por qualquer infortúnio imaginável. Juízes complacentes destituem obrigações contratuais enquanto leis federais de falência sancionam a irresponsabilidade financeira. A agenda esquerdista prospera sobre a dependência das pessoas e as encoraja a permanecer como crianças, negligentes descuidadas com as implicações ameaçadoras da loucura social.”

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    • Muito esclarecedor. Mal comparando, se assemelha muito com a elite do Rio de Janeiro : “Não podemos fazer unidades residenciais menores que 25 m2”.
      Famílias inteiras moram em cubículos insalubres com 8,9,10m2 nas favelas.

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      • Perguntinha básica: Leonardo Di Caprio mora na California?
        Se sim. ou mesmo se não, qual é a importância da Amazônia para quem já tem precariedade ambiental suficiente para se preocupar e se empenhar em ajudar a resolver no seu próprio país?

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  11. Excelente texto Ana Paula! Assim como a Califórnia, o Estado de Minas Gerais é muito rico em recursos minerais, agricultura e já foi um grande parque industrial, mas várias administrações de falsos progressistas de esquerda como o PMDB, o PSDB, o PT, acabaram com a prosperidade econômica e social de Minas Gerais, hoje temos um estado quebrado, muito regulamentado, cada dia mais pobre e um grande exportador de jovens para os EUA.

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  12. Parece ser o fim do “Califórnia Dreamin”!

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    • Querida NAPAULA, se posso te chamar assim!? Aqui no ABC paulista experimentamos essa decadência quando o PT tomou o ABCD, onde as empresas foram embora para o interior de São Paulo e para outros estados. Agora a população acordou e desinstalou LULA e sua gangue do ABCD. Mas agora é tarde! vivemos desde 1984 de empresas de serviços, viramos reféns da CORRUPÇÃO, décadas foram perdidas por nossa miopia politica. Excelente artigo como sempre. Abcs

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  13. A quintessência do sonho americano emporcalhada até os ossos pelos novos liberais, formados no caldeirão inconsequente dos 60-70.

    “Come gather around people, wherever you roam
    And admit that the waters around you have grown
    And accept it that soon you’ll be drenched to the bone
    If your time to you is worth savin’
    Then you better start swimmin’ or you’ll sink like a stone
    For the times they are a-changin’…”

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  14. Ana Parabéns! Gostaria q vc escrevesse outro artigo, porém tendo São Paulo como objeto. Se bem que a descrição seria semelhante e a tristeza e a conclusão, as mesmas. O q gerações construiram em 400 anos, os governos “progressistas” do PT e PSDB estão destruindo em algumas décadas.

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  15. Sempre gostei e aplaudi de pé os artigos da Ana Paula. Alias , vim para Oeste motivado pela saída dela da Crusoé para esta revista. O resultado foi proveitoso, pois pude conhecer mais de perto outro colunistas como Fiuza, Guzzo(que já lia), o Nunes e outros de excelente categoria. Entendi o contexto editorial da Revista que além de tudo é muito corajoso e transparente. Parabéns. Não obstante, noto nesta colunista uma tendência a redigir artigos somente sobre as mazelas deixadas pelos democratas nos Estados Unidos. Quero deixar claro que não sou desse partido até porque não voto naquele país. Ocorre que pinçar o caso da Califórnia- comanda por democratas- e não compará-los com os governantes republicanos (e não apenas com o Texas)não nos dá uma dimensão correta de como os outros estão governando. São Paulo que tem um liberal no comando- e eu sou liberal de carteirinha- também tem os mesmos problemas aqui colocadas e poderíamos dar outros exemplos. Obviamente alguém vai discordar dizendo que em São Paulo é uma herança da esquerda, também concordo. O que me constrange são os termos que até então a colunista não utilizava, como “miolos moles” e “desajustados progressistas”. Não se faz críticas com ofensas e sim – e apenas sim- com argumentos. Augusto Nunes, Fiuza e Guzzo fazem isso com maestria. Nunes, por exemplo, quando cita o milagre, cita também o santo , o que é mais honesto. Assim fica a pergunta: quem são os desajustados e os miolos moles? No artigo anterior Ana se refere a TRUMP como corajoso para enfrentar a China e nesta edição a Revista confere à china o grande salto do agronegócio brasileiro com o aumento das exportações para China. É salutar repetir o grande jargão da diplomacia, segundo o qual as nações não têm amizades, mas interesses. Trump pode sim brigar com a China, mas não por ser republicano, mas por ter um dos maiores- senão o maior- PIB do mundo e a mais eficiente máquina de defesa. Portanto, a severidade daquele presidente está encorada não em seu partido político ,mas na força de sua economia, dentre outros. Atribuir a ele e não ao Estado esse posicionamento me parece superficial.

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    • São Paulo é comandado por um liberal?!?? Junior, melhor rever seu conceito de liberal. Talvez vc pense ser aquilo que não é.

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      • Acertou!!

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        • Não sou eu quem disse que São Paulo é governado por um liberal. Essa afirmação foi feita pelo próprio Henrique Meireles dono da pasta de economia do Estado. Na primeira ocasião em entrevista a uma Revista de Economia de grande circulação ele afirmou o liberalismo econômica que caracteriza o governo do qual pertence afirmando “sou liberal clássico”. Noutra feita em reportagem em uma outra revista também de grande circulação nacional ele afirmou:” a agenda de Paulo Guedes é minha”, Em entrevista a um jornal também de grande circulação nacional o próprio Dória se define como “um político de centro, LIBERAL e contra os extremismos”. Na página oficial do PSDB é possível ler com clareza a sua definição doutrinária: “Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é um partido político brasileiro de centro. Surgiu da combinação entre a socialdemocracia, a democracia cristã e o liberalismo econômico e social. ”

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          • Tá piorando com a explicação…

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      • Júnior, dá um tempo! Vc. já entendeu que este espaço É MUITO DIFERENTE DE CRUSOÉ, ANTAGONISTA ETC… Sabe-se que a dislexia e o analfabetismo funcional são uma calamidade no Brasil. Outra “miséria” brasileira é a dissimulação. Tentar dissimular é uma perda de tempo para algumas pessoas. Mas, a realidade tem demonstrado que virou um PASSATEMPO DOENTIO para muitas pessoas. Felizmente, neste ambiente de leitores da Oeste, praticamente, a totalidade de nós preza o tempo e não cultivamos FETICHES.
        Não tenho a pretensão de ser agressivo.
        Mas vc. FOI MUITO DESRESPEITOSO AO PENSAR QUE ADENTRARIA NOSSO MEIO – NÓS NÃO PERCEBERÍAMOS “O QUE” VOCÊ É, DE FATO – passaria seu “recadinho” idiota e “MARCARIA UNS PONTINHOS” COM SUA PATOTINHA DA CÉLULA QUE HABITA ?
        Saiba que se deu muito mal.
        Não quero ser agressivo com vc. . quero apenas mostrar-lhe O ASCO QUE ATITUDES COMO A SUA, são capazes de gerar – buscando infiltrar-se, como um ladrão barato – para essas costumeiras e encomendadas “aproximações” de baixo nível mental – do tipo comumente usado por esquerdopatas que mal sabem se disfarçar – que ora se camuflam de “democratas”, ora de “liberais” e NEM AO MENOS SABEM DE ONDE VEM ESSA IDEIA TORPE DE SER ESQUERDISTA E ACABAM POR SE REVELAR ESQUERDOPATAS INCURÁVEIS. Apenas isso. Primeiro procure saber se existe, depois o que vc. é. Por fim, sendo o que é, o que sobra para vc. se tornar. Entendeu ?
        Não fique triste se seus ‘cumpades” o sacanearem por ter sido descoberto. Lembre, eles são tão imbecis quanto ou piores que vc. – provavelmente – se sairiam pior ainda do que vc..
        Por fim, arranje alguma coisa pra fazer em prol desse seu cabeção podre…antes que ele exploda.
        Abs.

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        • Ney Pereira de Almeida,bolão,acertou em cheio,matou no peito e fez golaço .São Paulo não é governado por um liberal,nem o prefeito de nossa cidade(maior da América Latina).Quer mentir e trazer a patota, não vai acontecer nesse espaço.Os leitores dessa revista sempre irão argumentar.Revista Oeste é mídia da verdade.

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          • Não sou eu quem disse que São Paulo é governado por um liberal. Essa afirmação foi feita pelo próprio Henrique Meireles dono da pasta de economia do Estado. Na primeira ocasião em entrevista a uma Revista de Economia de grande circulação ele afirmou o liberalismo econômica que caracteriza o governo do qual pertence afirmando “sou liberal clássico”. Noutra feita em reportagem em uma outra revista também de grande circulação nacional ele afirmou:” a agenda de Paulo Guedes é minha”, Em entrevista a um jornal também de grande circulação nacional o próprio Dória se define como “um político de centro, LIBERAL e contra os extremismos”. Na página oficial do PSDB é possível ler com clareza a sua definição doutrinária: “Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é um partido político brasileiro de centro. Surgiu da combinação entre a socialdemocracia, a democracia cristã e o liberalismo econômico e social. ”

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        • A agressividade é característica de quem não tem argumentos. Eu tenho direito sim de manifestar minha opinião, seja ela qual for: é um direito inalienável. Você não quis ser agressivo, mas foi, e muito. Não discordo na Ana Paula, apenas enfatizei o uso desnecessário de expressões como “miolo mole” e desajustados. Seu comentário não me aborrece, pois utilizou apenas seu fígado e não o cérebro. O debate salutar não exige de forma alguma as agressões verbais emanadas de radicalismos infantis. O Brasil está como está por conta da inexistência de diálogos proveitosos em busca de soluções consensuais quando a unanimidade se torna impossível. Não fico aborrecido, mas triste. Este espaço- considero- destinava-se ao enfrentamento das ideias e não ao confrontamento delas. Entende: enfrentar as questões e não confrontar as pessoas. O fato de termos pensamentos eventualmente diferentes não nos torna inimigos, pelo contrário: abre uma janela para o debate civilizado. Talvez você tenha( e acredito mesmo nisto) argumentos que me demonstrassem a severidade de suas opiniões, mas como ficou na agressão verbal, essa oportunidade ficou perdida. Combater o bom combate não é matar o inimigo( se fossemos inimigos) pelas costas, mas é esperar que ele apanhe novamente sua espada e continuar lutando de frente. Bom domingo.

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          • Excelente análise. A derrocada imposta pelos democratas na Califórnia assusta pela escalada de medidas “desmioladas” adotadas pelos gestores progressistas.

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      • Infelizmente este espaço para comentários NÃO é destinado ao debate saudável de ideias. Infelizmente são aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais a outro usuário. Caso isso ocorra, a Revista não está se reservando o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão, conforme havia prometido. Isso vem acontecendo comigo e com outros , cujos comentários eventualmente não seguem a mesma linha dos demais. Ficou um espaço onde não se pode discordar nem em parte ou apresentar uma abordagem diferente para reflexão dos que desejarem ouvi-la. Todas as ocasiões em que eu e alguns poucos outros fazemos ilações com base em argumentos fundamentados e que ,porventura, é diverso ao apresentado na reportagem, surgem leitores(poucos é verdade) que se utilizam de palavras chulas, adjetivos demeritórios e deboches infames de cunho extremamente pessoal e ofensivo e agressivos. É uma pena. Uma oportunidade que se perde para o necessário contraditório que nos eleva a patamares interessantes de respeito e dignidade. Faço aqui esse desabafo e me desculpem por não comentar nada sobre a matéria. Mas ocorre que no andar da carruagem apenas os que concordam com a matéria “in totum” é que podem se manifestar.

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      • Lembrando que a Califórnia foi governada por republicanos de 2004 a 2011.

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        • Exato. Por isso a importância do debate sem paixão. O artigo faz um recorte dos governos democratas. O texto é correto, mas não é justo no sentido da abordagem parcial. É só.

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      • Prezado Paulo. Não sou eu quem disse que São Paulo é governado por um liberal. Essa afirmação foi feita pelo próprio Henrique Meireles dono da pasta de economia do Estado. Na primeira ocasião em entrevista a uma Revista de Economia de grande circulação ele afirmou o liberalismo econômica que caracteriza o governo do qual pertence afirmando “sou liberal clássico”. Noutra feita em reportagem em uma outra revista também de grande circulação nacional ele afirmou:” a agenda de Paulo Guedes é minha”, Em entrevista a um jornal também de grande circulação nacional o próprio Dória se define como “um político de centro, LIBERAL e contra os extremismos”. Na página oficial do PSDB é possível ler com clareza a sua definição doutrinária: “Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é um partido político brasileiro de centro. Surgiu da combinação entre a socialdemocracia, a democracia cristã e o liberalismo econômico e social. ” Portanto Paulo eu lhe agradeço muito pela conselho de rever meu conceito de liberal. Eu revi e a conclusão é essa que lhe apresento. Aliás, o conceito não é meu, mas das pessoas que citei. Obrigado pela dica.

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      • Perfeito Gouveia

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  16. Que tristeza ver o que aconteceu com esse estado. Sinto saudades do tempo que passei em San Jose quando trabalhava na IBM. Era um lugar maravilhoso. Jamais imaginaria que essa deterioração pudesse ocorrer na Califórnia. É lamentável!

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  17. No Rio tem uma “lei” que impede o recolhimento de morador de rua se ele tiver cachorro ( agradeça ao Frouxo). Resumo da ópera : meu irmão levou uma mordida funda de um cachorro de mendigo, e Copacabana tem as calçadas, depois de 40 anos limpas, cheias de cocô de cachorro.

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  18. Parece o Rio de Janeiro, a prova contundente que as políticas ditas “progressistas” aliadas aos corruptos transformaram a cidade maravilhosa em porta do inferno. É uma pena. Tem muita gente boa no RJ.
    Só não fiquei sabendo ainda em que cidade vc. mora Ana.
    Eu e a Sandra temos uma costelinha em Congonhas do Campo, Barbacena e Diamantina. O pessoal mineiro veio para o Sul no início do século XIX. Hoje e amanhã comemoramos a Revolução Farroupilha que guarda muitos elementos culturais dos gaúchos. É uma tradição conservadora e maravilhosa.

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  19. Políticas progressistas parecem que foram criadas sob encomenda por regimes marxistas totalitários do século passado: destroem sistemas democráticos pelo lado de dentro, através de um doce apelo à população com soluções mágicas para problemas crônicos, e seus efeitos nefastos demoram anos para serem sentidos. Quando se percebe o engodo, aí já é tarde, o estrago está feito. Excelente texto, Paula.

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  20. “Um século para transformar um deserto na Califórnia e uma geração para transformar a Califórnia num deserto.” Triste!

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  21. Qual será o futuro da Califórnia com o êxodos de empresas e pessoas com condições de emprego em outros estados?
    Qual será o futuro dos estados que recebem os ex-californianos?
    Voltará a Califórnia ter políticos conservadores para tentar reverter o estrago, ou terá os outros estado, como o Texas, políticos democratas para detonar o estado como a esquerda sempre faz onde por a mão?

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  22. O que acontece com a Califórnia é o mesmo processo que acontece com o Brasil e que aconteceu em vários lugares onde a esquerda governou, vide Venezuela. Eu realmente não sei o que é preciso fazer para que as pessoas entendam que ao optar por esta esquerda arcaica, em pouco tempo levarão o país à miséria.

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  23. Muito bom texto e muito triste a situação!

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  24. Quando caos aumentar, colocarão a culpa no Trump.
    Excelente exposição e esclarecimento sobre um estado outrora promissor.

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  25. E assim são os efeitos do comunismo (atualmente transvestido de progressismo).
    Devastação, miséria e implosão da teia social saudável.
    Triste fim dos californianos, venezuelanos e argentinos, e que nós nos salvemos!

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  26. Acabei de fazer assinatura ,parabéns Ana Paula pela pequena aula sobre a Califórnia,faltou um parágrafo sobre Hollywood que também fica lá.

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  27. Prezada Ana Paula;
    Gostei do texto, mas creio que ele contém uma imprecisão. E os dois mandatos do Republicano Schwarzesnneger? Tentei encontrar nos comentários uma resposta sua sobre isso. Vc se esqueceu?

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  28. Há mais ou menos 7 anos estive em Los Angeles e São Francisco. Se não me engano as duas cidades em que pese a riqueza existente me decepcionaram. Acredito que foi em Los Angeles que vi numa praça sem tetos drogados em estado deplorável. Aquilo me impressionou e faz parte desse relato da nossa hoje querida jornalista Ana Paula. Com este artigo fiquei esclarecido sobre o que ocorre naquela região. Parabéns Ana.

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