Lei de segurança nacional já soma mais de 300 prisões em Hong Kong

Em 1 jul 2020, 21:48

Imposta por Pequim, lei de segurança já soma mais de 300 prisões em Hong Kong

1 jul 2020, 21:48

Norma entrou em vigor no território na noite de ontem; manifestantes foram punidos por tentar reclamar da regra

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Manifestantes nas ruas de Hong Kong: contra Pequim e a favor da liberdade
Foto: REPRODUÇÃO/TWITTER/JOSHUA WONG

Parece que, diferentemente do que prega a mídia controlada pelo Partido Comunista Chinês, o povo de Hong Kong não está satisfeito com a lei de segurança nacional. Definida por Pequim sobre o governo local, a regra entrou em vigor na noite de ontem, terça-feira 30 de junho, e já fez com que mais de 300 pessoas fossem detidas na Região Administrativa Especial (RAE).

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Nesta quarta-feira, 1º de julho, milhares de pessoas foram às ruas no bairro Causeway Bay, importante centro comercial de Hong Kong, para protestar contra a nova lei. E, por isso, sentiram o poder da norma recém-aprovada. De acordo com agências internacionais, os manifestantes foram alvo de disparos de balas de borracha e jatos d’água. Além disso, as mais de 300 prisões tiveram, oficialmente, como motivo acusações como prática de manifestação ilegal e… violação da nova lei de segurança nacional.

A regra afeta diretamente liberdades individuais do povo honconguês. Como exemplo, a causa da  primeira prisão relacionada à nova lei. Um homem foi detido por ostentar publicamente uma bandeira com alusão à independência do território, devolvido pelo Reino Unido à China em junho de 1997. Apesar do vínculo com Pequim, a região mantinha autonomia em relação ao restante da China.

Regras

Com determinações vagas, a lei de segurança nacional em vigor em Hong Kong define como ameaça à China atos interpretados como:

  • Separação (por exemplo, clamar pela independência da RAE);
  • Subversão;
  • Organização e realização de atos terroristas;
  • Conluio com outras nações ou agentes de fora da China.

Além disso, o Partido Comunista Chinês pode ter em Hong Kong uma agência de segurança. Quem for condenado com base na lei recém-criada poderá ser enviado à China continental — fora da jurisdição do governo da RAE, cada vez com menos status de “região especial”. Consequentemente, poderá ser punido até com prisão perpétua.

Reclamação

Identificando-se como ativista da democracia, Joshua Wong já havia demonstrado sua insatisfação com a questão em maio, durante entrevista exclusiva a Oeste. Na ocasião, ele clamou por apoio de países e entidades internacionais. Disse ainda que os protestos contra a lei iriam seguir pelo território. Contudo, as manifestações em Hong Kong podem resultar em mais prisões.

“Autoridades chinesas têm o direito de prender qualquer pessoa”

Agora, diante da implementação da lei, Wong reclamou novamente. Por meio de postagem no Twitter, o líder honconguês falou em “crime” praticado por Pequim. “As autoridades chinesas têm o direito de prender qualquer pessoa do mundo, mesmo que você não seja cidadão de Hong Kong nem chinês”, afirmou o ativista. “Elas têm o direito de prendê-lo se você violar a ‘Lei de Segurança Chinesa’ que entendemos como crime [contra a liberdade de] expressão”, complementou.

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1 Comentário

  1. O.mundo livre precisa pressionar mais vigorosamente a China. Além.do vírus a ditadura chinesa estar a destruindo Hong Kong em.pouco tempo. Não s países do mundo livre que o dinheiro chinês os faça calar ou ceder. Que o Brasil.mostre altivez e apreço pela liberdade

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