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PF intima colunista da ‘Folha’ que torceu pela morte de Bolsonaro

Hélio Schwartsman é convocado a depor em inquérito aberto a pedido do Ministério da Justiça
O colunista Hélio Schwartsman | Foto: REPRODUÇÃO
O colunista Hélio Schwartsman | Foto: REPRODUÇÃO | Hélio Schwartsman - colunista da folha intimado a depor à PF - Bolsonaro

Hélio Schwartsman é convocado a depor em inquérito aberto a pedido do Ministério da Justiça

Hélio Schwartsman - colunista da folha intimado a depor à PF - Bolsonaro
O colunista Hélio Schwartsman | Foto: REPRODUÇÃO

Colunista do jornal Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman terá de responder à pergunta que deu título ao seu artigo publicado em 7 de julho: por que torce para que Bolsonaro morra? Afinal, ele acaba de ser intimado a depor pela Polícia Federal (PF) a respeito de disseminação de conteúdo de ódio.

Leia mais: “Jornalista da Folha defende prisão de Bolsonaro”

Schwartsman foi convocado a depor a agentes da PF por causa de inquérito aberto a pedido do Ministério da Justiça. Conforme noticiado por Oeste na ocasião, o titular da pasta, André Mendonça, entendeu que o colaborador do jornal paulistano havia ferido princípios básicos do Estado democrático de direito. A saber: o texto em questão foi publicado quando o presidente da República estava em tratamento contra a covid-19.

O dia em que ele terá de depor não foi divulgado, assim como a direção da Folha de S. Paulo não anunciou se irá recorrer da decisão da PF.

Apesar de torcer publicamente pela morte do mandatário do país, Schwartsman seguiu — e segue até hoje — no time de colunistas da Folha de S. Paulo. O artigo em que revela torcida contra a saúde de Bolsonaro recebeu, contudo, críticas vindas dos bastidores do poder. Isso porque o texto foi repudiado pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Mea culpa, mas…

Após fazer mea culpa em editorial, a equipe da Folha relativizou o teor do conteúdo exposto por seu colunista. A ombudsman da publicação, por exemplo, chegou a compará-lo a Paulo Francis, a quem foi definido como “agressivo”. No entanto, ela não explicou se, em algum momento da carreira como articulista, Francis chegou a pedir a morte de alguém.

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