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Venda de máquinas agrícolas deve crescer 10% ainda este ano

Dado se refere à comercialização direta aos agricultores. Vendas às concessionárias também devem aumentar 5%.
Vendas de máquinas agrícolas direto aos agricultores devem crescer 10% ainda este ano | Foto: dlohner/Pixabay
Vendas de máquinas agrícolas direto aos agricultores devem crescer 10% ainda este ano | Foto: dlohner/Pixabay | máquinas agrícolas, agronegócio, crescimento

Dado se refere à comercialização direta aos agricultores. Vendas às concessionárias também devem aumentar 5%

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Vendas de máquinas agrícolas direto aos agricultores devem crescer 10% ainda este ano
Foto: dlohner/Pixabay

Após um período de incertezas com a crise do coronavírus, a indústria de máquinas agrícolas deve fechar o ano com lucros, com alta de 5% a 10% nas vendas ao agricultor, advindas da necessidade de renovação na frota de tratores e colheitadeiras, e pela retomada de investimentos do setor de grãos.

É o que estima o vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul, Rafael Miotto, que acredita em uma “recuperação consolidada” na venda direta aos agricultores.

Para as vendas a concessionárias, porém, o vice-presidente entende que o  processo será mais lento e o avanço, mais modesto no desempenho anual, em torno de 5%. “Temos uma base de demanda e necessidade de renovar o parque de máquinas [para atualizar a tecnologia] e esse momento de remuneração muito boa, com a safra sendo vendida antecipadamente, e bons preços”, comemorou ele.

De acordo com Miotto, 2020 era visto como um ano de recorde nas vendas de máquinas, considerando o cenário atual de preços das commodities. No entanto, os impactos da covid-19  no exterior limitaram a ampliação de investimentos. “A pandemia não afeta o produtor, mas afeta todo o entorno dele. Ele está sendo cuidadoso”, destacou.

Segundo a  Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entre janeiro e setembro, foram vendidas 33,28 mil unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias no Brasil, aumento de 0,9% ante mesmo período do ano anterior. Até o primeiro semestre, a comercialização teve queda de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2019, para 19,64 mil unidades, pressionada pelos meses de pico da pandemia.

Se por um lado o coronavírus trouxe incertezas no primeiro semestre, por outro, o surto da doença deu forças ao dólar que, por sua vez, tornou as commodities agrícolas mais competitivas para exportação. A isso se junta uma forte demanda, principalmente da China por soja, e o agricultor teve forte demanda antecipada — fator determinante para a reação no mercado de máquinas.

“Este cenário mostra que já temos potencial para crescimento no ano que vem. Temos que ter um pouco de cautela, mas minha opinião é de otimismo. Não consigo ver forma de não melhorar”, afirmou o executivo, sem arriscar um número para 2021.

No Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, as lavouras estão em fase de plantio, com mais da metade da produção esperada já comercializada. Em Mato Grosso, principal fornecedor do grão no país, as vendas chegam a 60%.

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