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Facebook recua e restabelece post pró-hidroxicloroquina

Empresa de mídia, porém, não reconheceu que errou
Companhia de mídia garantiu que a censura a publicações semelhantes permanecerá enquanto durar o surto de covid-19
Companhia de mídia garantiu que a censura a publicações semelhantes permanecerá enquanto durar o surto de covid-19 | Foto: Divulgação/Canva

O Facebook restaurou em 28 de janeiro deste ano o post em defesa da hidroxicloroquina feito por um usuário da França. No ano passado, a empresa de mídia censurou a publicação que criticava o governo Emmanuel Macron — o presidente havia se recusado a autorizar o uso da hidroxicloroquina com a azitromicina no tratamento contra a covid-19. À época, a rede social argumentou que o texto foi removido porque podia “causar danos no mundo atual”.

No entanto, depois de uma reunião, o Comitê de Supervisão (CS) do gigante de tecnologia entendeu que o internauta francês não incentivou as pessoas a comprar ou tomar o medicamento sem receita. O CS é um grupo criado e financiado pela companhia de comunicação de modo a analisar casos de remoção de conteúdo da plataforma. A ideia é que os integrantes desse setor atuem de forma “independente” ao examinar problemas levados até ele.

Apesar do recuo, o Facebook não admitiu que errou. Em comunicado, garantiu que a censura a publicações semelhantes permanecerá enquanto durar o surto de covid-19. Segundo a plataforma, o procedimento é baseado em “extensas consultas com cientistas reconhecidos, incluindo do Centre for Disease Control (Centro de Controle de Doenças) e da Organização Mundial da Saúde”. Conforme noticiou Oeste, uma reportagem desta revista foi taxada de fake news pela rede social.

Leia também: “A censura ‘cidadã’ exercida pelas Big Techs”, artigo publicado na edição 45 da Revista Oeste

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