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‘Huawei não levou a sério os direitos humanos’, diz ex-funcionário sobre discriminação contra uigures

Tommy Zwicky era vice-presidente de comunicações do escritório da empresa na Dinamarca
A Huawei testou um sistema de reconhecimento facial capaz de identificar indivíduos da etnia uigur
A Huawei testou um sistema de reconhecimento facial capaz de identificar indivíduos da etnia uigur | Foto: Reprodução/Flickr

Recentemente, veio a público que a companhia chinesa Huawei testou um sistema de reconhecimento facial capaz de identificar indivíduos da etnia uigur. Em decorrência disso, o vice-presidente de comunicações do escritório da empresa na Dinamarca, Tommy Zwicky, renunciou ao cargo. Segundo ele, a Huawei não levou a sério as questões de direitos humanos.

Zwicky disse ao jornal norte-americano The Washington Post que pressionou a empresa a se posicionar de maneira mais veemente contra a tecnologia potencialmente opressora. Após perceber que a instituição não estava interessada em reconhecer o equívoco, o executivo optou por romper relações. “Falaram-me muito claramente: ‘Não vamos admitir que cometemos um erro’”, disse ele. “Eu sabia que não seria capaz de me olhar no espelho se ficasse [na companhia].”

O porta-voz da Huawei, Glenn Schloss, recusou-se a comentar as declarações de Zwicky, mas insistiu que a empresa chinesa não apoia a discriminação.

Leia também: “Leilão do 5G: governo libera participação da Huawei na disputa”

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