'Jamais esteve sob análise privatizar o SUS', diz Guedes - Revista Oeste

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Em Em 29 out 2020, 17:30

‘Jamais esteve sob análise privatizar o SUS’, diz Guedes

29 out 2020, 17:30

Segundo ele, houve a intenção de utilizar capital privado para finalização de obras de unidades de saúde

Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes | Foto: Ascom/Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 29, que a privatização do SUS jamais esteve sob análise da equipe econômica.

A declaração foi dada durante audiência virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha a execução orçamentária das medidas relacionadas à pandemia.

LEIA MAIS: Bolsonaro quer revogar 1.220 atos normativos editados entre 1850 e 2018

Segundo ele, o que houve foi a intenção da área de parcerias público-privadas em utilizar capital privado para finalização de obras de unidades de saúde. Em contrapartida, o governo ofereceria aos usuários um voucher para atendimento médico na rede privada, para suplementar o setor de saúde pública.

“Até eu tomei um susto. Garanto que jamais esteve sob análise privatizar o SUS. Seria uma insanidade falar nisso”, disse o ministro.

Para Guedes, durante essa crise, o SUS mostrou “a decisiva importância de termos um sistema descentralizado de acesso universal à saúde” e que seria um contrassenso a privatização.

O ministro explicou que atualmente há mais de 4 mil UBS e 168 unidades de Pronto Atendimento (UPAs) inacabadas em todo o país, por falta de recursos, justificando a intenção do decreto da equipe do PPI.

Decreto

Na terça-feira, 27, por meio de decreto, o governo incluiu a política de fomento ao setor de atenção primária à saúde no seu programa de concessões e privatizações.

A medida previa a realização de estudos e a avaliação de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Diante das repercussões negativas, nesta quarta-feira, 28, a medida foi revogada pelo presidente Jair Bolsonaro.

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