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Disputa judicial entre os sócios da Folha de S. Paulo

Briga na família Frias.
Fachada da sedo do jornal Folha de S. Paulo
Foto: Webysther/Wikimedia
Fachada da sedo do jornal Folha de S. Paulo Foto: Webysther/Wikimedia | Fachada da sedo do jornal Folha de S. Paulo

Maria Cristina Frias acusa Luis Frias de ter recebido ações do UOL de forma ilegal e obtido informações privilegiadas; ele afirma que agiu dentro da lei

Fachada da sedo do jornal Folha de S. Paulo
Fachada da sede do jornal Folha de S.Paulo
Foto: Webysther/Wikimedia

A ex-diretora de redação da Folha de S.Paulo Maria Cristina Frias acusou seu irmão mais novo, Luis Frias, de receber ações do UOL supostamente de forma ilegal e de ter utilizado informações privilegiadas. Isso teria ocorrido um pouco antes da abertura de capital do PagSeguro, em janeiro de 2018. Os irmãos são sócios da FolhaPar, empresa proprietária da Folha de S.Paulo.

De acordo com a denúncia, divulgada pelo jornal Valor Econômico, Maria Cristina acusa o irmão de receber 1,26% das ações do UOL no fim de 2017, pouco antes da abertura do capital da empresa em Nova York. As ações foram entregues a ele pela FolhaPar, empresa que preside.

Frias alega que isso ocorreu por causa de um empréstimo de R$ 30 milhões que ele fez ao grupo em 2011 e que previa o pagamento em dinheiro ou em ações do UOL. De acordo com ele, essa movimentação foi absolutamente legal.

Sua irmã contesta, alega que a FolhaPar detinha informações privilegiadas sobre os papéis e que Frias se beneficiou ao recebê-los com um valor baixo mas já sabendo que ocorreria uma valorização. Com isso, segundo Maria Cristina Frias, os outros sócios da empresa teriam sido lesados.

Procurados pela reportagem do Valor Econômico, os advogados de Luis Frias afirmaram que toda a operação foi correta e que “a ação será defendida em juízo, com total transparência”.

A defesa de Maria Cristina Frias afirmou que não vai comentar a ação.

Disputa virou pública no ano passado

A disputa entre os irmãos e herdeiros de um dos maiores jornais do Brasil ficou evidente há pouco mais de um ano. Em março do ano passado, Maria Cristina Frias foi retirada da direção de redação do jornal por decisão de seu irmão Luis Frias e da viúva de Otávio Frias Filho, Fernanda Diamont.

Um dos motivos da briga foi que ambos não concordaram com a destinação dos recursos obtidos com a abertura do capital do PagSeguro. Maria Cristina queria que os dividendos fossem distribuídos aos acionistas, incluindo a Folha da Manhã, empresa do grupo que edita a Folha de S.Paulo. 

A ação de Maria Cristina Frias contra o irmão foi aberta no última dia 31.

 

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