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‘O Rio está pegando fogo’, diz Bolsonaro após afastamento de Witzel

Em frente ao Alvorada, o presidente comentou com apoiadores o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Após operação, Witzel acusou família Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR
Após operação, Witzel acusou família Bolsonaro | Foto: Marcos Corrêa/PR | afastamento Witzel

Em frente ao Alvorada, o presidente comentou com apoiadores o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

afastamento Witzel
De acordo com Witzel, a Justiça brasileira está sendo usada para fins políticos | Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira, 28, a operação que autorizou o afastamento o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). “O Rio está pegando fogo hoje. Está sabendo do Rio hoje?” disse o presidente para um apoiador em frente ao Palácio da Alvorada.

Além de Bolsonaro, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também comentou a situação do governo carioca. De acordo com Mourão, será muito “difícil” que Witzel volte para o cargo.

“Eu lamento pelo povo do Rio de Janeiro que sofre a ausência de Estado. Eu acredito que, ao longo desses próximos seis meses, o processo de impeachment dele [Witzel] deva avançar”, comentou Mourão.

Witzel acusa Bolsonaro

Agora afastado, Wilson Witzel afirmou que a Justiça brasileira está sendo usada para fins políticos.Além disso, sugeriu que a família presidencial está por trás do processo que o apeou do poder.

“A subprocuradora Lindôra Araújo está se especializando em perseguir governadores e desestabilizar Estados. A imprensa já noticiou que ela tem um relacionamento próximo com a família Bolsonaro. O presidente da República já declarou que quer o Rio de Janeiro”, disse o político.

O afastamento do governador foi autorizado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves. A medida tem validade inicial de 180 dias.

A ordem de afastamento é decorrência da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, e de duas operações realizadas em maio.

De acordo com os investigadores, a partir da eleição de Wilson Witzel, estruturou-se no âmbito do governo estadual uma organização criminosa. Aliás, essa organização era dividida em três grupos que disputavam o poder mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

 

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