-Publicidade-

‘Site’ de consulta de vazamento de dados sai do ar após ordem do STF

O Fui Vazado identificava se informações do usuário haviam sido comprometidas em megavazamento ocorrido em janeiro
Alexandre de Moraes, ministro do STF, ordenou a derrubada do <i>site</i> Fui Vazado
Alexandre de Moraes, ministro do STF, ordenou a derrubada do site Fui Vazado | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o bloqueio do Fui Vazado, site que identificava se (e quais) informações pessoais foram comprometidas após o megavazamento de dados que expôs mais de 200 milhões de brasileiros. A ordem foi emitida e assinada pelo ministro Alexandre de Moraes na quarta-feira 3. Ontem, segunda-feira 8, o site ficou fora do ar e passou a exibir as mensagens “Acesso negado” e “Este site está usando um serviço de segurança para se proteger de ataques on-line”. A plataforma viralizou, mas seu próprio sistema de segurança foi questionado, uma vez que solicita informações pessoais.

Para o ministro do STF Alexandre de Moraes, “a comercialização de informações e dados privados e sigilosos de membros desta corte atinge diretamente a intimidade, privacidade e segurança pessoal de seus integrantes”. Ele também removeu do ar outros três sites “localizados em fóruns da deepweb” e determinou que as empresas de busca Google, Yahoo, Ask e Bing retirassem todos os resultados para as quatro plataformas. “Há, portanto, a necessidade de fazer cessar lesão ou ameaça de lesão a direito (art. 5º, XXXV, CF), visando interromper o incentivo à quebra da normalidade institucional, concretizado por meio da divulgação e comercialização de dados privados e sigilosos de autoridades”, disse Moraes.

Em entrevista realizada há algumas semanas, o criador do Fui Vazado garantiu que não tem os dados vazados, mas que encontrou um fórum com “amostras grátis” das informações à venda e, assim, conseguiu criar o site. Ele garante que as consultas não ficam registradas.

Leia também: “Brasil tem a maior quantidade de vazamentos de cartões de crédito e débito em 2020”

Com informações de Exame

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

1 comentário

  1. Considerando os fundamentos utilizados pelo ministro, como mostra a matéria, só importa os dados e a privacidade dele, de seus colegas e das demais “autoridades”. Os “cidadãos de segunda categoria” que se virem.

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.
R$ 19,90 por mês