A doação milionária da família Bin Laden à fundação do príncipe Charles

Jornal britânico revelou que o herdeiro do trono real aceitou 1 milhão de libras, em 2013
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Acordo foi fechado dois depois a morte de Osama bin Laden
Acordo foi fechado dois depois a morte de Osama bin Laden | Foto: Reprodução/Flickr

O príncipe Charles, herdeiro da Coroa Britânica, aceitou uma doação para sua fundação de 1 milhão de libras (cerca de R$ 6,3 milhões) da família Bin Laden. A revelação foi feita pelo jornal Sunday Times, no sábado 30.

O Fundo de Caridade do Príncipe de Gales recebeu a doação em 2013 dos irmãos Bakr e Shafiq bin Laden, meios-irmãos de Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda e arquiteto dos ataques do 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Não há, no entanto, nenhuma sugestão de que Bakr ou Shafiq tenham patrocinado, apoiado ou se envolvido em quaisquer atos de terrorismo. E a família deserdou Osama em 1994, quando a Arábia Saudita o privou de sua cidadania, por causa de suas atividades extremistas.

Segundo o jornal, o acordo para a doação foi fechado durante uma reunião em Londres entre Bakr bin Laden e o príncipe Charles. O herdeiro do trono teria concordado em aceitar a doação, apesar das objeções veementes de seus próprios conselheiros.

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A Clarence House, escritório e residência oficial do príncipe, confirmou que os irmãos Bin Laden haviam doado o dinheiro para a instituição de caridade real, mas contestou relatos de que o príncipe havia intermediado o acordo ou tomado a decisão pessoalmente de aceitá-lo.

Fundado em 1979, o Fundo de Caridade do Príncipe de Gales afirma que sua missão é “transformar vidas e construir comunidades sustentáveis, concedendo doações a uma ampla gama de boas causas dentro de nossos principais temas de financiamento: patrimônio e conservação, educação, saúde e bem-estar, inclusão social, meio ambiente e campo”.

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7 comentários Ver comentários

  1. Era um filho rebelde, como tantos outros, com a diferença de que foi longe em seus intentos malignos. Desligado da família há anos, esta não podia ficar à mercê de seus atos. Por fim, se o dinheiro (realmente) foi para a caridade, 1.000 k pode ter aliviado o sofrimento de milhares.

  2. Não “cabe a frase: quem se junta aos porcos farelo come”, foi um gesto nobre da família para uma causa nobre, infelizmente no Brasil não existe a cultura da doação, o que os milionários deixam quando morrem para os herdeiros são brigas intermináveis por causa da fortuna deixada. Famílias extinguidas: Matarazzo, Guinle. Jorginho Guinle vivia da fortuna, nunca trabalhou, no final da vida foi acolhido no Hotel Copacabana Palace, onde passou seus últimos dias sem um centavo no bolso.

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