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Afeganistão realiza reunião para legitimar Talibã

Conselho não inclui mulheres
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O Afeganistão enfrenta uma crise econômica e humanitária
O Afeganistão enfrenta uma crise econômica e humanitária | Foto: Shutterstock

Mais de três mil religiosos e líderes do Afeganistão participam nesta quinta-feira, 30, de um grande conselho para legitimar o regime Talibã. A reunião acontece em Cabul, capital do país, e vai durar três dias. Não foram divulgadas muitas informações sobre o encontro, reservado somente para homens.

O conselho foi apresentado como uma assembleia tradicional de homens mais velhos e influentes na sociedade. As pautas  giram em torno de algumas divergências entre os líderes, que devem ser resolvidas por consenso.

A mídia local não teve permissão para acompanhar o evento. Entretanto, alguns discursos foram transmitidos pela rádio pública do país. O conteúdo divulgado pedia unidade e apoio ao regime Talibã.

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“A obediência é o princípio mais importante do sistema”, disse Habibullah Haqqani, presidente do conselho. “Devemos obedecer a todos os nossos dirigentes, em todos os assuntos, de maneira sincera e verdadeira, e devemos obedecer com bons modos.”

É possíve que Hibatullah Akhundzada, líder do Emirado Islâmico do Afeganistão, também participe do encontro. Desde 2021, quando o Talibã assumiu o governo, Hibatullah não foi filmado ou fotografado em público.

O Afeganistão enfrenta uma crise econômica e humanitária desde que o Talibã tornou-se o líder supremo do país. A educação das mulheres também vai ser debatida no encontro. Entretanto, a presença feminina não é autorizada na reunião.

Segundo Abdul Salam Hanafi, vice-primeiro-ministro, não é necessário a participação das mulheres, pois elas serão representadas pelos familiares homens. “Nós as respeitamos muito e, quando os filhos delas estão no encontro, isto significa que elas também estão envolvidas”, afirmou.

Direitos das mulheres

O Talibã atua inspirado em uma interpretação rigorosa da religião islã. Desse modo, o regime exclui as mulheres de trabalhar publicamente, restringe seu deslocamento e não permite que meninas adolescentes frequentem o ensino médio. Em público, as mulheres também são obrigadas a usar um véu cobrindo o rosto.

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