‘Agressões militares à Ucrânia terão grandes consequências’, afirma G7

O grupo teme uma ofensiva militar da Rússia contra o país
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Ucrânia acredita que janeiro seria propício para o ataque
Ucrânia acredita que janeiro seria propício para o ataque | Foto: Reprodução/Flickr

O G7 avisou a Rússia que o país enfrentará grandes consequências se o presidente Vladimir Putin atacar a Ucrânia. O alerta foi feito por meio de um comunicado neste domingo, 12. O grupo é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

“A Rússia não deve ter dúvidas que mais agressões militares à Ucrânia terão grandes consequências e altos custos em resposta”, informou o G7, depois de uma reunião de seus chanceleres em Liverpool.

De acordo com a inteligência dos Estados Unidos, a Rússia pode estar planejando uma grande ofensiva militar contra a Ucrânia já em 2022. O evento envolveria 175 mil soldados. Da mesma forma, no começo do mês, as autoridades ucranianas revelaram que a data mais propícia para um ataque russo seria em janeiro.

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O Kremlin nega que esteja planejando um ataque e acusa o Ocidente de russofobia. Contudo, a península da Crimeia da Ucrânia está sob ocupação russa desde 2014. Moscou alega que a expansão da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) ameaça a Rússia e viola garantias dadas depois do colapso da União Soviética em 1991.

A embaixada russa em Londres afirmou que “a Rússia fez várias ofertas à Otan para reduzir as tensões”. “O fórum do G7 pode ser uma oportunidade de discuti-las, mas até agora nós não ouvimos nada além de slogans agressivos”, escreveu em nota.

Putin quer garantias de que a Otan não vai se expandir para o leste. Entretanto, o governo norte-americano têm dito repetidamente que nenhum país pode vetar as expectativas da Ucrânia.

Militar da Ucrânia ferido em dezembro

No começo do mês, um soldado da Ucrânia ficou ferido depois de um ataque promovido pelas forças separatistas apoiadas pela Rússia na região da fronteira.

“Perto de Krasnogorivka, mercenários russos usaram morteiros de 120 milímetros, e em Vodyane, na área adjacente ao Mar de Azov, o inimigo abriu fogo com canhões sem recuo e armas pequenas”, relatou o Estado-Maior das Forças da Ucrânia. “Próximo a Katerynivka, na região de Lugansk, o inimigo disparou com lançadores de granadas de vários tipos e armas pequenas. Perto de Svitlodarsk, os ocupantes usaram armas pequenas para atirar nas posições ucranianas.”

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