Alemanha firma acordo com Catar em alternativa ao gás russo

Ministro alemão da economia foi ao Oriente Médio tratar de negócio que pode atenuar a atual dependência para a Rússia
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Alemanha tenta apressar revisão de sistema energético durante crise com russos
Alemanha tenta apressar revisão de sistema energético durante crise com russos | Foto: Robin Drayton/Wikipedia

A Alemanha conseguiu um novo acordo para receber o gás do Catar, em alternativa à dependência energética que atualmente tem na relação com a Rússia. O ministro alemão da economia, Robert Habeck, se reuniu no domingo com o emir xeque Tamim bin Hamad Al Thani no Oriente Médio para tratar as bases do negócio.

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, a Alemanha começou a repensar sua dependência de gás da Rússia. As tensões políticas do conflito complicaram o relacionamento com o país presidido por Vladimir Putin.

Robert Habeck viajou a Doha para tratar das relações bilaterais com o país do Oriente Médio e conseguiu avanços no setor energético. “As empresas que vieram com o ministro agora entrarão em negociações de contrato com o lado do Catar”, disse um porta-voz do governo alemão.

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A expectativa é que os dois países assinem uma relação de longo prazo no fornecimento de gás. Também participou do encontro Saad Sherida al-Kaabi, principal autoridade do Catar para o setor energético.

Atualmente, a Rússia é o principal fornecedor de gás da Alemanha, além de liderar o ranking dos maiores exportadores do planeta. O Catar aparece em terceiro lugar nesta relação.

Em meio às indefinições energéticas provocadas pelo conflito Rússia-Ucrânia, o chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou no final de fevereiro a construção de dois novos terminais de gás natural liquefeito.

Depois de a Rússia deflagrar a invasão militar da vizinha Ucrânia, a Alemanha anunciou que suspendeu o projeto do gasoduto Nord Stream 2, projetado para levar gás natural russo diretamente para a Alemanha através do Mar Báltico.

Em paralelo à questão russa, a Alemanha também pretende eliminar gradualmente sua produção de energia nuclear até o final deste ano. No entanto, o país ainda terá de apresentar à sociedade e aos parceiros internacionais soluções de como vai reconfigurar o setor energético.

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1 comentário Ver comentários

  1. Poucos anos atrás, poucos mesmo, Donald Trump alertou para essa possibilidade diante da dependência alemã quanto ao gás russo. Os diplomatas alemães riram na cara dele. Hoje ele está dando boas gargalhadas com a situação dos arianos.

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