Revista Oeste - Eleições 2022

Ambientalistas colam as mãos em quadro de Van Gogh para protestar

Manifestantes justificam que paisagem retratada na obra sofrerá uma seca severa em breve
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Ativistas: "Lamentamos... Não gostamos de fazer isso, estamos grudados nessa pintura, nessa pintura magnífica porque temos medo do nosso futuro" | Foto: Reprodução/ redes sociais
Ativistas: "Lamentamos... Não gostamos de fazer isso, estamos grudados nessa pintura, nessa pintura magnífica porque temos medo do nosso futuro" | Foto: Reprodução/ redes sociais | | Foto: Reprodução/ redes sociais

Dois ativistas do clima colaram as próprias mãos em uma pintura de Vincent van Gogh (1853-1890), na quinta-feira 30, como forma de protesto pelo movimento Just Stop Oil, que pede o fim de novas extrações de petróleo e gás. A obra está exposta na Galeria Courtauld, em Londres, na Inglaterra.

De acordo com os manifestantes da organização ambientalista, a intenção do protesto era exigir maior apoio das instituições de arte “na resistência civil.” Um dos ativistas, Louis McKechnie, 21 anos, lamentou a ação contra a pintura, mas afirma ter sido necessário: “Lamentamos… Não gostamos de fazer isso, estamos grudados nessa pintura, nessa pintura magnífica porque temos medo do nosso futuro”.

Em um comunicado publicado no próprio site, os organizadores do Just Stop Oil justificaram o atentado contra a pintura Peach Trees in Blossom (1889), que retrata a vista de uma planície do sul da França, no início da primavera. De acordo com o movimento, a paisagem foi escolhida porque a região retratada poderá sofrer uma seca severa em breve.

“É imoral que as instituições culturais fiquem paradas e observem, enquanto nossa sociedade entra em colapso”, afirmaram os manifestantes. “Galerias devem fechar. Diretores de instituições de arte deveriam pedir ao governo que pare imediatamente todos os novos projetos de petróleo e gás.”

Outros crimes

Acompanhado desta vez por Emily Brocklebank, uma mulher de 24 anos, Louis McKechnie já esteve envolvido em outros crimes em nome da organização ambiental. O jovem foi preso 20 vezes e chegou a passar seis semanas na prisão, depois de ter bloqueado uma estrada em Londres.

O grupo ainda compartilhou nas redes sociais um vídeo que mostra a polícia de Londres subindo as escadas da Galeria Courtauld para prender os manifestantes.

Na legenda, os adeptos ao Just Stop Oil escreveram: “Uma obra de arte recebe essa proteção e preocupação do Estado, enquanto os povos da Etiópia, Somália, Índia, Paquistão, EUA, Austrália (para citar alguns) que sofrem com as mudanças climáticas AGORA são ignorados e deixados”.

Recomeço

Depois de ter a obra vandalizada, a Galeria Courtauld informou que a sala onde a tela estava exposta foi “imediatamente fechada ao público”. A pintura, felizmente, não sofreu danos. Os organizadores esperam reabrir o espaço nesta sexta-feira, 1°.

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15 comentários Ver comentários

  1. Ridículo!!!! Está na hora de colocar estas obras atrás de uma vidraça como a Monalisa. Quando a vi pela primeira vez, ela estava atrás deste vidro, infelizmente. Existem seres humanos detestáveis que prejudicam toda uma sociedade em nome de sua ideologia. Egoístas e asquerosos.

  2. ELES DEVIAM IR PARA ESSES PAÍSES…Etiópia, Somália, Índia, Paquistão, EUA, Austrália, PRA AJUDAREM A SUPERAR A FOME E TEREM AR PURO.

  3. esquerdista de merdha, criados em shopping com dinheiro do papai capitalista que trabalhou a vida toda e criou estas porrhas sem limites e educação. deviam apanhar muito ate aprenderem que, se querem protestar, tirem a cueca pela cabeça.

    1. Eu duvido que estes dois babacas vivem sem aquecedores à gas ou elétricos em suas casas. Ou que se locomovam exclusivamente com suas pernas,não usando carros movidos a gasolina. Que vão procurar ocque fazer,imbecís.

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