Antigas moedas romanas provam que imperador ‘falso’ era real

Cientistas revelaram que relíquias consideradas falsas por centenas de anos são, na verdade, autênticas
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Moedas | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Moedas | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Uma nova pesquisa conduzida por cientistas do Reino Unido provou que um antigo imperador do século 3, considerado pela historiografia como um personagem fictício, realmente existiu. O estudo adotou como prova uma série de raras moedas romanas, desenterradas há 300 anos.

Publicada na revista científica PLOS One na quarta-feira 23, a pesquisa descarta a ideia de que as relíquias sejam falsificações do século 18 — teoria que atravessou centenas de anos até seu descobrimento na Transilvânia, atual Romênia, em 1713. Quase sete décadas depois, as moedas chegaram às mãos de um colecionador escocês que, mais tarde, as levou à Universidade de Glasgow, onde permaneceram atualmente.

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“As moedas são a única evidência de que o imperador Esponsiano existiu”, afirmou Paul Pearson, professor da University College London. “Não há nenhuma evidência histórica escrita. É uma verdadeira emoção trazer alguém de volta da obscuridade. Ele era uma figura considerada uma farsa pelos especialistas. Mas achamos que ele era real e teve um papel na história.”

A equipe de Pearson comparou as relíquias com antigas moedas romanas já reconhecidas pela comunidade científica como autênticas. Os cientistas realizaram um exame com microscópios de alta tecnologia, imagens ultravioleta e espectroscopia infravermelha — uma técnica que mostra como um objeto absorve e reflete a luz. O resultado revelou que todos os materiais descobertos apresentavam padrões semelhantes.

Segundo a teoria dos cientistas, o desgaste das moedas, que é uma prova da sua autenticidade, foi provocada pelo manuseio do dinheiro em inúmeras transações antes de terem sido misteriosamente enterradas. “Criar moedas com determinado rosto é uma declaração pública maciça de uma autoridade independente”, disse George Green, pesquisador da Universidade Oxford. “São monumentos circulantes. Quando você vê as imagens, elas são um lembrete da verdade do fato de que você é o imperador.”

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