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Argentina abandona Grupo de Lima e diz que ações na Venezuela ‘não levaram a nada’

Governo do peronista Alberto Fernández se alinha à ditadura de Nicolás Maduro e deixa o bloco, criado em 2017 para resolver o impasse político venezuelano
Governo de Alberto Fernández na Argentina decidiu deixar o Grupo de Lima, em apoio à ditadura do venezuelano Nicolás Maduro
Governo de Alberto Fernández na Argentina decidiu deixar o Grupo de Lima, em apoio à ditadura do venezuelano Nicolás Maduro | Foto: Divulgação/Alberto Fernández/Instagram

O Grupo de Lima, criado em 2017 com o objetivo de encontrar uma solução negociada para a crise política na Venezuela, não conta mais com a Argentina. O governo do presidente peronista Alberto Fernández anunciou nesta quarta-feira, 24, que está deixando o bloco.

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Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina acusou o grupo de tentar isolar a ditadura venezuelana, comandada por Nicolás Maduro. “As ações que o Grupo de Lima vem promovendo em nível internacional, buscando isolar o governo da Venezuela e seus representantes, não levaram a nada”, diz o comunicado.

“Mais uma vez, reiteramos que a melhor forma de ajudar os venezuelanos é facilitando um diálogo inclusivo que não favoreça nenhum setor em particular”, prossegue o governo argentino. “Em um contexto em que a pandemia devasta a região, as sanções e bloqueios impostos à Venezuela e suas autoridades, bem como as tentativas de desestabilização ocorridas em 2020, só agravam a situação de sua população e, em particular, dos seus setores mais vulneráveis.”

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5 comentários

  1. Me desculpem os palmeirenses, mas mesmo eles vão concordar comigo com a tese que eu tenho sobre a Argentina. Costumo dizer que a Argentina é igual ao Palmeiras (de antes do atual patrocinador), quando não havia uma crise, eles criavam só porque não tinham nada mais importante pra fazer. O país vive atolado em uma espiral descendente de queda sócio-econômica, agravada pelo atual governo que poderia muito bem ter sido evitada, caso tivessem apoiado o governo Mauricio Macri com mais entusiasmo. O grande mal dos países latinos é o apreço quase visceral pelo populismo, no Brasil representado pelo maior ladrão de todos, Lula, na Bolívia por Evo Morales, na Venezuela por Maduro e na Argentina, pelo peronismo que vem se reinventando há décadas, graças aos esforços de devotos como os Kirchner e seus asseclas. Podem observar, a Argentina ganha um fôlego e logo depois entra em nova crise, em média a cada 5 anos; o país vive de vôos de galinha.

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