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Argentina sofre derrota depois de credores negarem proposta de renegociação

Dívida pública é de US$ 65 bilhões; caso não haja consenso entre as partes, o país pode entrar em default pela nona vez
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a vice-presidente Cristina Kirchner | Foto: NICOLÁS ABOAF/CASA ROSADA
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a vice-presidente Cristina Kirchner | Foto: NICOLÁS ABOAF/CASA ROSADA

Dívida pública é de US$ 65 bilhões; caso não haja consenso entre as partes, o país pode entrar em default pela nona vez

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a vice-presidente Cristina Kirchner
Foto: NICOLÁS ABOAF/CASA ROSADA

Os três principais detentores de títulos públicos da Argentina rejeitaram ontem a proposta do governo federal para renegociar o vencimento de juros da dívida externa, que vencem nesta sexta-feira (22), no valor de US$ 503 milhões.

No total, o país deve US$ 65 bilhões (o equivalente a R$ 361 bilhões).

No mês passado, os peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner propuseram aos credores três anos de moratória no serviço da dívida externa. Pediram, ademais, desconto de 62% sobre o total de juros e de 5% sobre o estoque de dívida.

Contudo, receberam a resposta de que esse planejamento impõe “perdas desproporcionais”. Na visão dos credores, o prejuízo que terão não é justificado e nem necessário. O Ministério da Economia da Argentina deu até sexta-feira 8 para renegociarem o acordo.

Caso não haja consenso entre as partes, que demonstram intransigência, o país pode entrar em default pela nona vez (na área de economia, esse termo significa o não cumprimento da cláusula de um contrato de empréstimo por parte do devedor). Em bom português: calote.

O primeiro caso argentino de “levar e não pagar”  foi registrado em 1827. O mais recente em 2014, durante o segundo mandato de Cristina Kirchner à frente da Casa Rosada.

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6 comentários

  1. Grandes governantes que tem a Argentina. Chamem o Doria, o Mantega, a Dilma para explicar o que se passa, o Lula e sua sabedoria de botequim, o Ciro pra dar porrada, o FHC pra falar bobsgens e o resto da galera pra resolver !

  2. E´so chegar um peronista no governo que o default e´quase automatico!
    O que me preocupa e´o Bergoglio. Ele abençou o poste da KK – favoravel ao aborto(!) – mandou Mons.Sorondo rezar Missa para ele (!) e ¨ pediu ¨ para os credores dos¨ caloteiros empedernidos ¨ que mitigassem nas cobranças.
    Apropo´, o Sorondo – o¨ chanceler¨ – vem costurando um acordo de submissão ao governo de Pequim mesmo com a demonstrada protervia contra os Cristãos chineses.( tem cronistoria suficiente para consultar)
    So falta agora o Bergoglio atuar para que o Vaticano entre em default!

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