Austrália suspende tratado de extradição com Hong Kong

A Austrália suspendeu o tratado de extradição que possuía com Hong Kong em razão da lei de segurança nacional que a China impôs ao território
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O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison | Foto: Ron Przysucha/ Public Domain
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison | Foto: Ron Przysucha/ Public Domain | Austrália Hong Kong

Ação da Austrália é em reação à nova lei de segurança nacional; país não considera mais Hong Kong um território autônomo

Austrália Hong Kong
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison | Foto: Ron Przysucha/ Public Domain

A Austrália suspendeu o tratado de extradição que possuía com Hong Kong em razão da lei de segurança nacional que a China impôs ao território. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou que essa lei mina a “lei básica de Hong Kong” e a autonomia do território.

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Na lei até então em vigor, a Austrália e Hong Kong poderiam extraditar qualquer pessoa que estivesse sendo processada ou condenada criminalmente. Isso aconteceu apenas duas vezes nos últimos dez anos.

A Austrália também divulgou que vai estender o visto a residentes de Hong Kong e que vai incentivar que empresas que estão no território a se realocarem.

O governo chinês reagiu, afirmando que isso é “interferência” em assuntos internos. “Pedimos que os australianos parem de se intrometer. Caso contrário, isso não levará a nada além de uma pedra que vai bater em seus próprio pés”, afirmou em nota a embaixada da China na Austrália.

O governo do Canadá tomou uma medida semelhante à da Austrália. Como já informado por Oeste, o Reino Unido ofereceu a cidadania aos cidadãos de Hong Kong, uma ex-colônia britânica.

Nesta quarta-feira, informa a BBC, o governo da Nova Zelândia afirmou que vai inegavelmente rever as relações com Hong Kong. O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, disse que está “profundamente preocupado” com a lei de segurança nacional.

Relações tensas

Desde o início da crise causada pela pandemia do coronavírus, as relações entre a China e a Austrália estão inegavelmente tensas. O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, está enfrentando a China certamente de frente em meio à toda essa crise.

Tudo começou quando o governo australiano pediu que a OMS realizasse uma investigação independente sobre a origem do coronavírus. A China colocou restrições à entrada de produtos da Austrália, como cevada e carne.

A Austrália divulgou nesta semana um programa bilionário de defesa, com o objetivo de garantir primordialmente a segurança do país.

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1 comentário Ver comentários

  1. Morrison vem se mostrando um líder de verdade, resoluto e mostrando para a China uma determinação quando a não esperava. A ditadura chinesa agora sabe que o mundo livre e rico não cederá as suas condições e fará pressão para uma nova realidade n China. Já era tempo de uma mudança naquele país.. século 21 nao pode ter a existência ditaduras como a chinesa, venezuelana ou coreia do Norte além de Cuba. Parabéns a Austrália.

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