Bolsas sobem depois de países europeus sinalizarem a reabertura da economia

Medidas para relaxar o isolamento social passaram a ser discutidas após o coronavírus recuar no continente
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Medidas para relaxar o isolamento social passaram a ser discutidas após o coronavírus recuar no continente

Os indicadores otimistas começaram no início deste mês |  Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR
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Com vários líderes em todo o continente europeu anunciando o afrouxamento das medidas restritivas para reaquecer suas economias, as bolsas europeias amanheceram no azul. O Stoxx Europe 600 subiu 0,8% nesta manhã, enquanto o Cac 40 em Paris e o Dax 30 em Frankfurt cresceram 0,9%. Em Londres, o FTSE 100 aumentou 0,2%.

Portanto, o cenário positivo significa que as empresas e/ou pessoas físicas estão comprando ações, ou seja, fazendo a economia girar. Quando os ativos da Bolsa sobem, é criada riqueza para as pessoas Em suma, o dinheiro excedente que passa a existir na economia pode ser utilizado para o consumo ou para financiar mais investimentos.

Os indicadores otimistas que fizeram subir as bolsas europeias começaram no início deste mês e vão crescendo a cada dia. Ora, conforme noticiou Oeste, o coronavírus já está em retirada em alguns países europeus. Sendo assim, vários governantes decidiram pôr na mesa planejamentos para retomar, gradualmente, a atividade econômica.

Ontem, por exemplo, a Alemanha se juntou a uma lista de países, incluindo Áustria, Dinamarca e República Tcheca, que anunciaram planos para relaxar as medidas generalizadas de isolamento. Pequenos comércios da Alemanha poderão abrir a partir da próxima semana, com as escolas retornando no início do próximo mês.

A expectativa é que o Reino Unido comece, em maio, a seguir o mesmo caminho, haja vista que o primeiro-ministro daquele país, Boris Johnson, decidiu prorrogar por mais tempo o confinamento da população. No fim de abril, os parlamentares britânicos devem iniciar as discussões na Casa dos Comuns para a reabertura da atividade produtiva.

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O clima otimista na Europa não foi o mesmo para os asiáticos | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

O enfraquecimento das infecções e uma ampla intervenção monetária e fiscal fizeram com que as ações europeias subissem mais de 20% em relação ao seu nadir de meados de março, depois de uma queda de quase 40% com a imposição de restrições para conter a propagação do vírus.

“Veremos uma forte recuperação da economia a partir do segundo semestre deste ano e isso gerará uma recuperação razoável nos ativos de risco”, garantiu o estrategista-chefe global de ações da Goldman Sachs Peter Oppenheimer, numa entrevista coletiva do banco.

O clima otimista na Europa não foi o mesmo para os asiáticos. Isso porque o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que o crescimento na região pararia pela primeira vez em seis décadas em razão dos impactos negativos na economia provocados pelo coronavírus.

O índice topix de referência do Japão caiu 0,8%, enquanto o S & P / ASX 200 da Austrália teve queda de 0,9% e o índice Hang Seng de Hong Kong desabou 0,6%. O índice CSI 300 da China de ações listadas em Xangai e Shenzhen contrariou a tendência, no entanto, ao crescer 0,1%.

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