Boris Johnson diz que Ocidente errou ao não punir Putin pela Crimeia

Primeiro-ministro britânico afirmou que mundo hoje paga um preço por deixar presidente russo "se safar" de invasão de 2014
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Putin saiu sem danos de invasão de 2014 à Ucrânia, diz primeiro ministro britânico
Putin saiu sem danos de invasão de 2014 à Ucrânia, diz primeiro ministro britânico | Foto: Reprodução/Flickr

Em artigo escrito para o Telegraph, publicado nesta terça-feira, 15, no Reino Unido, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que o Ocidente cometeu um “terrível erro” ao não se livrar de Vladimir Putin depois do episódio de 2014, em que a Rússia invadiu e anexou a região da Crimeia, na Ucrânia.

Na ocasião, nos primeiros meses de 2014, a Rússia decidiu intervir na crise ucraniana, em contexto que contou com a deposição do então presidente, Viktor Yanukovych. Putin enviou tropas para bases russas na região e, contando com um sentimento simpático aos estrangeiros no local, acabou anexando a Crimeia, após um referendo popular.

Na oportunidade, líderes pró-Rússia na região alegavam que precisavam proteger a Crimeia dos “extremistas” que haviam tomado o poder em Kiev e ameaçariam o direito de falar o idioma russo.

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A Ucrânia e países ocidentais consideraram o referendo ilegal, mas a Rússia apoiou o pleito com entusiasmo. Dois dias depois da publicação dos resultados, Putin oficializou a invasão, ao assinar um projeto de lei incorporando a Crimeia à Federação Russa.

“Quando Putin invadiu a Ucrânia da primeira vez, em 2014, o Ocidente cometeu um terrível erro. O líder russo cometeu um ato violento tomando enorme pedaço de um país soberano, e nós deixamos ele se safar”, escreveu Johnson, no artigo ao Telegraph, lamentando as consequências da nova invasão militar russa neste ano.

Opção britânica pela Arábia Saudita

No artigo à imprensa de seu país, Johnson também argumenta que encerrar a dependência do gás russo é vital para a Europa Ocidental acabar com o que o primeiro-ministro chama de “bullying” de Moscou. O chefe de Estado, no entanto, reconhece que esse processo de busca por alternativa energética tende a ser “doloroso”.

O Reino Unido deve eliminar gradualmente as importações de petróleo russo até o final de 2022. Boris Johnson se prepara para viajar até a Arábia Saudita nas próximas semanas, para negociar acordos que compensem a redução da dependência dos russos.

Antecipando-se às críticas domésticas, o primeiro-ministro afirmou que, além das negociações por petróleo, o Reino Unido tratará com os sauditas de questões sobre defesa dos direitos humanos, em um tema que paira sobre a reputação do parceiro árabe.

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4 comentários Ver comentários

  1. Da mesma forma que a Europa não reagiu quando Hitler invadiu primeiro Áustria, depois a Checoslováquia, o Ocidente errou em não reagir quando Putin invadiu a Geórgia em 2008, a Criméia em 2014 e o Donbass em 2015. Os ditadores foram ganhando confiança e o mundo foi sendo cada vez mais ameaçado. Espero que seja uma mudança de postura e que líderes mais fortes sejam eleitos no futuro.

  2. O ocidente errou quando começou a permitir mentiras na imprensa para justificar o politicamente correto. Agora tem que eternizar a mentira. Mas como, se mentiras tem pernas curtas? Esse é o dilema. Novamente o presidente está certo. João 5.32. Não sei se é esse o versículo.

  3. 1 – Esses tais líderes do mundo livre ocidental, estão fazendo exatamente o que os alemães fizeram com a questão do gás russo, totalmente dependentes de um só fornecedor. Vão acabar ficando nas mãos de tiranias como a Arábia Saudita, Venezuela, Irã e outras porcarias mais. São uns tontos! É incrível como elegem essas nulidades mundo afora.
    2 – A Criméia sempre foi do império russo, leiam um pouco de História Universal para saberem que existe guerra por alí desde meados do século 19, onde o império russo perdeu aquela península para uma coligação de países formada por Império Otomano, Inglaterra, França e Sardenha mas depois a Rússia recuperou aquela área. Então aquilo lá nunca pertenceu à Ucrânia e sempre foi historicamente da Rússia.

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