Brasileira oferece abrigo a refugiados em fazenda na Romênia

A propriedade fica na fronteira com a Ucrânia, país invadido pelos russos
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Refugiados saem da Ucrânia depois da invasão russa
Refugiados saem da Ucrânia depois da invasão russa | Foto: Reprodução/ONU

A brasileira Maria Thereza Coelho cedeu a fazenda que tem em Siriet, na Romênia, na região de fronteira com a Ucrânia, para dar abrigo a refugiados da invasão russa. O Itamaraty montou um posto consular na propriedade para o serviço humanitário.

A cidade fica a quase 500 quilômetros de Bucareste, capital da Romênia, e cerca de 600 quilômetros de Kiev, capital ucraniana. Maria Thereza se mudou para a região com o marido, o fazendeiro alemão Hubertus von Nesselrode, em 2016. Mas, quando o conflito começou, eles estavam no Brasil.

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“Meu marido chegou ao Brasil e toda a imprensa já noticiava a iminência de guerra, mas ele, que havia chegado recentemente da Romênia, não acreditava que realmente aconteceria”, disse, em entrevista ao portal UOL. “Até que a Rússia atacou e de imediato começaram os pedidos de ajuda.”

Abrigo a refugiados

De acordo com a brasileira, logo que os russos invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro, amigos começaram a entrar em contato com o casal para solicitar ajuda. Ao perceber que diversos brasileiros poderiam estar passando pelo mesmo drama, Maria Thereza acionou o serviço consular do Brasil, para oferecer o uso da propriedade.

“Entrei em contato com a embaixadora do Brasil na Romênia, Maria Laura Rocha”, relatou. “Em 24 horas, ela mandou o time consular para o ponto avançado. A embaixadora foi muito rápida. A guerra começou no dia 24, no dia 26 mandei e-mail para ela, que me respondeu em menos de 12 horas. E no dia 28 o ponto consular já estava ativo.”

Segundo Maria Thereza, desde que o conflito teve início, 60 refugiados já passaram pela fazenda da brasileira em Siret.

“Por poucos metros, a gente estaria do outro lado da fronteira”, comenta. “Fico o tempo todo pensando que poderia ser eu, meu marido, meus filhos. Me sinto grata por estar na posição de poder ajudar. E também tenho um sentimento de obrigação, porque as pessoas estão passando pela minha porta.”

Leia também: “A Ucrânia resiste”, reportagem de Edilson Salgueiro para a Edição 102 da Revista Oeste

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