Brasileira que vive na Ucrânia está desaparecida há 13 dias

Silvana Pilipenko mora em Mariupol e fez contato com a família pela última vez no dia 3 de março
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Da última vez que falou com a família, Silvana disse que a cidade de Mariupol estava cercada e, por isso, não havia como sair de lá
Da última vez que falou com a família, Silvana disse que a cidade de Mariupol estava cercada e, por isso, não havia como sair de lá | Foto: Reprodução/Redes sociais

A brasileira Silvana Pilipenko, que mora na Ucrânia, está sem dar notícias à família desde o dia 3 de março.

Silvana mora na cidade portuária de Mariupol com o marido ucraniano, Vassili Pilipenko, com quem é casada há 26 anos. O último contato feito com os parentes brasileiros foi no dia 2 de março, quando ela mandou um vídeo relatando a situação no país.

Silvana é casada com o ucraniano Vassili Pilipenko há 26 anos
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No vídeo, a paraibana disse que a cidade de Mariupol estava cercada e, por isso, não havia como sair de lá.

“A cidade está cercada pelas Forças Armadas, todas as saídas estão minadas, então é impossível tentar sair daqui nesse momento. Basicamente, Mariupol faz fronteira com a Rússia, o país atacante, então não podemos seguir nessa direção. Se fôssemos para outra direção, no sentido Polônia ou Hungria, teríamos que atravessar todo território, o que não seria viável, diante das circunstâncias e da distância”, explicou.

Ela também ressaltou que a comunicação poderia ser dificultada pela falta de energia elétrica.

“Ontem, a internet foi cortada, a energia também, então ficamos sem internet, sem energia, nossos celulares ficaram sem bateria, o computador também, o apartamento ficou sem aquecimento”, disse, no vídeo.

Apesar da dificuldade, Silvana conseguia se comunicar todos os dias até 3 de março. Ela chegou a ligar para a família e, depois, não fez mais nenhum contato.

Segundo Maria Beatriz, sobrinha da brasileira, a família acompanha grupos internacionais em busca de informações sobre bombardeios na rua em que ela estava, mas não conseguiu obter informações até o momento.

Os familiares também entraram em contato com a Embaixada do Brasil para pedir ajuda.

Mariupol, cidade portuária do Mar Negro, está sob cerco russo desde o dia 28 de fevereiro, sem fornecimento de água, energia e gás para aquecimento. Segundo entrevista do conselheiro presidencial Oleksiy Arestovych, em 14 de março, mais de 2,5 mil moradores da cidade foram mortos desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro.

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