Castillo tem vantagem de 60 mil votos sobre Keiko; revisão atrasa resultado

Candidato de extrema esquerda pode ser oficializado como presidente eleito do Peru a qualquer momento; conservadora denuncia fraude
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O socialista Pedro Castillo deve ser declarado oficialmente o novo presidente do Peru
O socialista Pedro Castillo deve ser declarado oficialmente o novo presidente do Peru | Foto: Divulgação

Com a apuração praticamente concluída, o esquerdista Pedro Castillo aparece com pouco mais de 60 mil votos de vantagem sobre a conservadora Keiko Fujimori em uma das eleições mais disputadas da história do Peru. Apesar de os resultados já terem sido divulgados pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), uma revisão feita em algumas atas eleitorais deve atrasar a confirmação oficial da vitória do socialista. O processo pode levar alguns dias.

De acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades eleitorais peruanas, Castillo recebeu 8.817.280 votos (50,1%), ante 8.756.882 (49,9%) da filha do ex-presidente Alberto Fujimori. A diferença, portanto, é de 60.398 votos.

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Leia mais: “Peru: procurador da Lava Jato pede prisão de Keiko Fujimori”

Keiko foi à Justiça para pedir a anulação de cerca de 800 mesas eleitorais por supostas fraudes. Até o momento, segundo a imprensa peruana, a denúncia foi ignorada pelas autoridades locais, pois a candidata não teria apresentado indícios ou provas da alegada fraude.

Resultado da apuração da eleição presidencial no Peru mostra o esquerdista Pedro Castillo com vantagem de apenas 60 mil votos sobre Keiko Fujimori. Foto: Divulgação/ONPE

Leia mais: “Esquerdista se declara vencedor no Peru, mas eleição segue indefinida”

Como noticiamos, apesar de ainda não ter sido declarado presidente, Castillo já comemorou a vitória e recebeu cumprimentos de alguns líderes esquerdistas da região, entre os quais o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Keiko, por sua vez, vem sofrendo um cerco da Justiça peruana. Ontem, o procurador José Domingo Pérez, membro da força-tarefa da Lava Jato no país, pediu à Justiça a prisão preventiva da candidata de direita. Segundo ele, Keiko não vem cumprindo os termos de sua liberdade condicional.

No ano passado, quando deixou a prisão, Keiko foi impedida de se comunicar com testemunhas do processo no qual é acusada de ter recebido financiamento ilegal de campanha.

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