Chanceler alemão diz que não vai permitir que ‘os cidadãos congelem’

Olaf Scholz afirmou a jornalistas que o país tem 'desafios consideráveis' para superar a crise energética nos próximos meses
-Publicidade-
Olaf Scholz: 'Não acredito que haverá tumultos neste país'
Olaf Scholz: 'Não acredito que haverá tumultos neste país' | Foto: Reprodução/Flickr

O chanceler alemão Olaf Scholz disse nesta quinta-feira, 11, que a Alemanha enfrenta consideráveis desafios nos próximos meses para superar a crise energética, mas prometeu que seu governo não permitirá que os cidadãos congelem ou fiquem incapazes de pagar suas contas de energia.

A alta dos preços de combustíveis, deflagrada pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, prejudicou as finanças de muitos alemães e europeus, gerando temores sobre futuros transtornos durante o inverno local. “Faremos tudo o que for possível para ajudar os cidadãos a superar esse período difícil”, disse Scholz a repórteres, durante coletiva de imprensa anual de verão, em Berlim.

Scholz citou medidas que o governo alemão já adotou para aliviar as dificuldades financeiras das famílias e assegurar fontes de energia alternativas para substituir o petróleo, carvão e gás natural fornecidos pela Rússia.

-Publicidade-

Ao ser perguntado se temia que a frustração pudesse desencadear protestos violentos, Scholz respondeu: “Não acredito que haverá tumultos neste país”. Ele também citou a forte tradição da Alemanha no que diz respeito ao bem-estar social.

O chanceler alemão, porém, admitiu que haverá “muitas demandas” durante o inverno, à medida que a Alemanha tenta reconciliar escassez de energia com planos de longa data para reduzir gradualmente o uso de energia nuclear e de combustíveis fósseis.

O governo alemão deu às empresas de serviços públicos luz verde para reativar usinas de petróleo e carvão, como parte de esforços para reduzir a dependência do país do gás natural russo. Scholz reafirmou que o governo está considerando estender a vida útil das três últimas usinas nucleares do país além do fim do ano.

Assim como o restante da Europa, a Alemanha teme um inverno rigoroso e com racionamento de energia, já que os países do bloco são extremamente dependentes de fontes russas de energia, como petróleo e gás natural. Com a guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais à Rússia, as estatais russas tem anunciado a redução de gás e de petróleo. Medidas para reduzir os gastos agora e economizar para o inverno já começaram a ser adotadas na Europa.

Além do racionamento, os europeus terão de conviver com a alta de preços da energia. A inflação seguidamente vem batendo recordes na União Europeia.

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 23,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.