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China confina 30 milhões de pessoas por surto de covid-19

Ao menos 13 cidades enfrentam um confinamento total e várias adotaram fechamentos parciais, segundo a imprensa estatal
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O país registrou 5,2 mil casos de covid nas últimas 24 horas
O país registrou 5,2 mil casos de covid nas últimas 24 horas | Foto: Reprodução/Agência Estatal da China

A China determinou o confinamento de quase 30 milhões de pessoas a partir desta terça-feira, 15, depois que o país registrou o maior surto de covid-19 em dois anos.

Ao menos 13 cidades enfrentam um confinamento total e várias adotaram fechamentos parciais, segundo informou a imprensa estatal.

O país registrou 5,2 mil casos de covid nas últimas 24 horas, o maior número desde a primeira onda da pandemia, no início de 2020, de acordo com dados da Comissão Nacional da Saúde (CNS). Hoje é o sexto dia consecutivo em que o balanço de casos diários supera mil contágios.

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A Província de Jilin, no nordeste do país, foi a mais afetada, com 3 mil casos, de acordo com a CNS. A capital provincial Changchum, com 9 milhões de habitantes, assim como outras cidades estão em confinamento total.

Os números são pequenos em comparação com outros países, mas, dentro da estratégia chinesa de “covid zero”, até o menor foco é enfrentado com medidas severas de restrições.

Desde o início da pandemia, a China informou ter registrado quase 120 mil casos de covid e pouco mais de 4,6 mil mortes. Oficialmente, a última morte registrada no país em decorrência da covid-19 foi no início de 2021.

Impacto econômico

O governador de Jilin prometeu fazer o possível para “alcançar a covid zero comunitária em uma semana”, informou a imprensa estatal.

A metrópole tecnológica de Shenzhen, no sul, com 17 milhões de habitantes e próxima de Hong Kong, também está confinada.

As medidas provocaram o fechamento de várias fábricas na cidade, entre elas a Foxconn, principal fornecedora da Apple.

A Bolsa de Hong Kong registrou queda de 6,20% nesta terça-feira, enquanto Xangai fechou em baixa de 4,95%.

Dezenas de voos domésticos a partir dos aeroportos de Pequim e Xangai foram cancelados.

“O recente surto de covid e as novas restrições, em particular o confinamento em Shenzhen, pesarão sobre o consumo e causarão interrupções no abastecimento a curto prazo”, afirmou Tommy Wu, da Oxford Economics, em um comunicado.

Ele acrescentou que, com isso, será um “desafio” para a China atingir a meta oficial de crescimento econômico de 5,5% para este ano.

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1 comentário Ver comentários

  1. Puxa, o Doria falou que a vacina chinesa era eficaz quase 100% e agora eu penso que a China andou comprando vacina de algum outro país… Ou hackers russos estão invadindo os laboratórios de lá? Minha solidariedade ao povo chinês nessa tragédia.

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