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China distancia EUA da América Latina

Em 2000, norte-americanos lideravam o comércio exterior na região, mas em 2023, os chineses assumiram esse papel, especialmente no Brasil e na maioria dos países hispânicos

Joe Biden Xi Jinping China cresce América Latina
Investimento do governo de Joe Biden na América Latina não reduziu influência da China de Xi Jinping | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

No século 21, os Estados Unidos (EUA) perderam espaço como principais parceiros comerciais da América Latina, enquanto a China se consolidou como força econômica dominante na região, relata o Poder360.

Em 2000, os EUA lideravam o comércio exterior, mas em 2023, a China assumiu esse papel, especialmente no Brasil e na maioria dos países hispânicos, com exceção de Equador, Colômbia e Guiana.

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Em termos comerciais, o Brasil exportou US$ 104,3 bilhões para a China em 2023, o que representa 30,6% do total das exportações brasileiras. Foi o maior saldo positivo já registrado, de US$ 51,1 bilhões.

Em comparação, os EUA importaram US$ 37,1 bilhões do Brasil no mesmo ano. Em 2000, as exportações brasileiras para a China somavam apenas US$ 1,1 bilhão. A mudança foi significativa, conforme mostra análise do Poder360.

A Argentina também exemplifica essa transformação. Em 2000, o Brasil era o principal destino das exportações argentinas, seguido pelos EUA. Já em 2023, a China se tornou o maior parceiro comercial da Argentina fora da América Latina, com uma corrente de comércio de US$ 5,3 bilhões. Apesar disso, o Brasil ainda lidera como principal destino das exportações argentinas, com um fluxo de US$ 11,9 bilhões.

Além do comércio, a China investe pesadamente em infraestrutura em países como Peru, México, Colômbia e Venezuela, fortalecendo sua presença econômica e aumentando a dependência desses países.

Essa estratégia se insere no contexto geopolítico chinês, que busca acesso a matérias-primas e maior influência global, inclusive com o objetivo de isolar Taiwan, com quem 7 dos 11 países que reconhecem a ilha estão localizados na América Latina.

Enquanto isso, os EUA voltaram seu foco para questões internas e europeias, especialmente depois dos anos 2000. Mesmo iniciativas como o investimento de US$ 30 milhões em mineração anunciado por Joe Biden em 2024 têm impacto limitado na região, consolidando a perda de influência norte-americana para a China.

Interação Sul-Sul da China

Os EUA, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, concentraram esforços em temas como a Guerra ao Terror, a recuperação da crise econômica de 2008 e o fortalecimento de laços com nações europeias.

Leia mais: “A escolha de Trump para comandar a comunicação da Casa Branca”

Essas prioridades estratégicas resultaram em uma diminuição da ênfase na América Latina. Tal lacuna abriu espaço para a aproximação de países da região com a China, que passou a desempenhar um papel central no fortalecimento do conceito de Sul Global. A postura chinesa reforçou alianças econômicas e diplomáticas com as nações latino-americanas.

Com a reeleição de Donald Trump, a política externa dos EUA tende a priorizar novamente questões domésticas, enquanto a China continua a expandir seu alcance na América Latina.

No primeiro mandato dele, os chineses já haviam firmado acordos comerciais com os países latino-americanos e reforçaram a interação Sul-Sul. Trata-se de um tipo de cooperação internacional entre países em desenvolvimento. O modelo se manteve com Joe Biden, apesar do já mencionado investimento em mineração.

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1 comentário
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Cabe notar que a América Latina tem sido governada pela esquerda, e a esquerda mostra sempre preferência em atirar-se nos braços da China, para fugir do que entende ser o imperialismo americano. Um caso extremo dessa preferência, é Cuba, que se livrou dos americanos para cair nos braços da antiga União Soviética. Hoje, Cuba se queixa que os EUA se isolaram dela e a boicotam, esquecendo que era a distância dos EUA que a revolução cubana almejava. Conseguiram. No caso da China, é ainda pior, já que é uma cultura extremamente diferente da nossa, com suas sopas de morcego e guisados de cachorro. Quanto às obras de infraestrutura que fazem, são obras faraônicas, caríssimas, muitas inúteis, mas que servem para endividar os países “beneficiados” para que fiquem com dívidas impagáveis e se submetam à China.

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