China persegue cidadãos que criticam a ditadura pelas mídias sociais

As autoridades do país condenaram mais de 50 pessoas à prisão por “discursos ofensivos” nos últimos três anos
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Xi Jinping não tolera críticas ao regime chinês
Xi Jinping não tolera críticas ao regime chinês | Foto: Reprodução/Flickr

O Partido Comunista da China (PCC) está intensificando a perseguição aos cidadãos que criticam o regime de Xi Jinping pelas mídias sociais. As autoridades do país condenaram mais de 50 pessoas à prisão nos últimos três anos, por usarem o Twitter e outras plataformas estrangeiras — todas bloqueadas na China —, supostamente por elas perturbarem a ordem pública e atacarem as regras impostas pelo PCC. As informações foram divulgadas pelo jornal inglês The Wall Street Journal.

O aumento de sentenças condenatórias sinaliza uma escalada do autoritarismo da China para controlar as narrativas e estrangular as críticas fora da intranet chinesa — uma rede que funciona apenas dentro do país e é controlada pelo PCC. No passado, a repressão a opiniões nas mídias sociais estrangeiras era aplicada sobretudo por meio de assédio, cometido pelo partido, aos cidadãos — mas raramente resultava na prisão de pessoas, segundo ativistas de direitos humanos.

Os discursos considerados ofensivos vão desde críticas aos líderes regionais e ao Partido Comunista até discussões sobre Hong Kong, a região noroeste de Xinjiang e a ilha democraticamente governada por Taiwan, que Pequim reivindica como seu território.

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