Cientista russo morre depois de ser preso ‘acusado’ de conspiração

Dmitri Kolker era suspeito de colaborar com os serviços de segurança da China
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A prisão de Kolker foi a segunda de cientistas de Novosibirsk em uma semana
A prisão de Kolker foi a segunda de cientistas de Novosibirsk em uma semana | Foto: Divulgação/Pixabay

Na Rússia, o cientista acusado de compartilhar segredos de Estado com a China morreu no sábado 2, dois dias depois de ser preso. Dmitri Kolker, 54 anos, foi detido e transferido para Moscou quando estava na cama de um hospital na cidade de Novosibirsk, a 3,3 mil quilômetros da capital russa. Ele tratava de um câncer no pâncreas.

O cientista era chefe do laboratório de tecnologias ópticas quânticas e autor de mais de 100 artigos científicos e três patentes — ele também trabalhava em parceria com institutos da Alemanha e da França. Não há detalhes de quais informações teriam sido compartilhadas com os chineses.

Doutor em física e matemática, Kolker era acusado de colaborar com os serviços de segurança da China. Segundo os familiares, a prisão de Kolker estava relacionada a palestras para estudantes em uma conferência no país asiático. De acordo com Maxim, filho do cientista, as exposições foram certificadas pelo serviço secreto russo.

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Um dia depois da detenção, o tribunal de Justiça de Novosibirsk ordenou que o cientista ficasse preso até o fim de agosto, enquanto aguardava o julgamento. Caso tivesse sido condenado, poderia ter de cumprir até 20 anos de prisão.

A morte do cientista foi confirmada pelos familiares de Kolker. “O Serviço Secreto da Rússia matou meu pai”, escreveu Maxim, no VKontakte, rede social russa semelhante ao Facebook. A postagem incluiu um telegrama que informava a morte do cientista, em um hospital em Moscou.

A prisão de Kolker foi a segunda de cientistas de Novosibirsk em uma semana. Na terça-feira 28, oficiais russos prenderam Anatoli Maslov, chefe de um instituto de mecânica. Ele é acusado de vazar dados de tecnologia hipersônica.

Diversos cientistas russos foram presos e acusados ​de traição nos últimos anos por supostamente repassar material sensível a estrangeiros. Críticos do Kremlin, contudo, dizem que as prisões muitas vezes resultam de denúncias sem provas.

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