Taiwan rebate acusações de diretor-geral da OMS sobre supostos ataques racistas

Presidente taiwanesa diz que seu povo não diferencia as pessoas pela cor da pele ou idioma. E lembra que é o país chefiado por ela que, há anos, é excluído de organizações internacionais
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A presidente de Taiwan,Tsai Ing-wen |  Foto: Divulgação/Palácio Presidencial de Taiwan
A presidente de Taiwan,Tsai Ing-wen | Foto: Divulgação/Palácio Presidencial de Taiwan | A presidente de Taiwan,Tsai Ing-wen
Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen | Foto: Divulgação/Palácio Presidencial de Taiwan

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, refuta as acusações feitas pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, de ter sofrido ataques racistas do país oriental. A chefe do Executivo defende que seu país sempre se opôs a todas as formas de discriminação.

Por sinal, sustenta Tsai, Taiwan foi excluído por anos de organizações internacionais. “Sabemos, melhor do que ninguém, como é ser discriminado e isolado”, rebateu. Em manifesto, ela ainda convidou Adhanom a visitar o país e “constatar, pessoalmente, o quanto o povo taiwanês está comprometido em contribuir com o mundo”.

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A presidente de Taiwan sustenta, ainda, que trabalhadores médicos e voluntários altruístas do país podem ser encontrados em todo o mundo. “O povo taiwanês não se diferencia pela cor da pele ou idioma. Todos nós somos irmãos e irmãs. Nunca deixamos nossa impossibilidade de ingressar em organizações internacionais diminuir nosso apoio à comunidade internacional”, destacou.

Esforços

O governo taiwanês dedicou todos os esforços para impedir a propagação do coronavírus, emendou Tsai. “E nossas conquistas receberam muita atenção de todo o mundo. Apesar de termos sido excluídos da OMS devido à manipulação política, assumimos nossa responsabilidade como membro da comunidade internacional e tomamos a iniciativa de doar máscaras faciais e outros suprimentos para trabalhadores médicos nos países mais afetados pela pandemia”, sustentou.

Em coletiva de imprensa, Adhanom disse, na quarta-feira, 8, que sofre há “mais de dois, três meses” ataques pessoais. “Abusos ou comentários racistas, me dando nomes, ‘negro’. Tenho orgulho de ser negro”, disse. “Taiwan me chamou de ‘negro’. Eles começaram a me criticar e estavam me desprezando. Eles podem continuar, eu não ligo. Eu tenho orgulho de ser um homem negro”, declarou.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

“Hoje, protesto, veementemente, contra as acusações de que Taiwan está instigando ataques racistas na comunidade internacional. Taiwan sempre se opôs a todas as formas de discriminação. Durante anos, fomos excluídos de organizações internacionais e sabemos, melhor do que ninguém, como é ser discriminado e isolado.

Quero aproveitar esta oportunidade para convidar o Diretor-Geral Tedros a visitar Taiwan e constatar, pessoalmente, o quanto o povo taiwanês está comprometido em contribuir com o mundo, mesmo diante da discriminação e do isolamento.
Trabalhadores médicos e voluntários altruístas de Taiwan podem ser encontrados em todo o mundo. O povo taiwanês não se diferencia pela cor da pele ou idioma; todos nós somos irmãos e irmãs. Nunca deixamos nossa impossibilidade de ingressar em organizações internacionais diminuir nosso apoio à comunidade internacional.

Taiwan dedicou todos seus esforços para impedir a propagação da COVID-19, e nossas conquistas receberam muita atenção de todo o mundo. Apesar de termos sido excluídos da OMS devido à manipulação política, assumimos nossa responsabilidade como membro da comunidade internacional e tomamos a iniciativa de doar máscaras faciais e outros suprimentos para trabalhadores médicos nos países mais afetados pela pandemia do coronavírus.
Os taiwaneses podem ajudar; o espírito de Taiwan está sempre ajudando e nunca foi influenciado pela nacionalidade ou raça.

Taiwan é dedicada aos valores de liberdade, democracia, diversidade e tolerância. Não toleramos o uso de comentários racistas para atacar pessoas com opiniões diferentes. Se o diretor-geral Tedros pudesse suportar a pressão da República Popular da China e viesse à Taiwan, para ver os esforços para combater a COVID-19, ele veria que o povo taiwanês é a verdadeira vítima desse tratamento injusto. Acredito que a OMS só estará verdadeiramente completa se Taiwan for incluída.”

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3 comentários Ver comentários

  1. O chefe da OMS, conhecida cada vez mais hoje como organização mundial da saúde chinesa nunca receberá o sinal verde dos seus chefões do partido comunista chinês sediados em Peking para visitar a ilha de Taiwan composta por chineses dissidentes que nunca quiseram se submeter a tirania comunista.

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