-Publicidade-

Corte sul-coreana manda Japão indenizar escravas sexuais da Segunda Guerra

Decisão deve reacender animosidades entres os dois vizinhos asiáticos
Coreia do Sul e Japão foram históricos rivais de guerra
Coreia do Sul e Japão foram históricos rivais de guerra | Foto: Reprodução

Um tribunal da Coreia do Sul determinou na sexta-feira 8 que o Japão pague indenizações a 12 mulheres sul-coreanas que foram forçadas a trabalhar como escravas sexuais para militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, em uma decisão histórica que deve reacender animosidades entre os dois vizinhos asiáticos.

O Japão se opôs imediatamente à decisão, dizendo que todas as compensações por fatos ocorridos durante a guerra foram resolvidas por um tratado de 1965 que restabeleceu os laços diplomáticos entre os países.

A Corte do Distrito Central de Seul condenou o governo japonês a pagar 100 milhões de wons (cerca de R$ 495 mil) para cada uma das 12 mulheres idosas que entraram com a ação em 2013. Os juízes disseram que o uso dessas mulheres como escravas sexuais foi “um crime contra a humanidade”, ocorrido enquanto o Japão “ocupou ilegalmente” a península da Coreia de 1910 a 1945, e que a imunidade de jurisdição não protegia Tóquio de processos na Coreia do Sul.

Leia também: “Japão reafirma Olímpiada em 2021”

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

2 comentários

  1. Se são só 12 sobreviventes das escravas sexuais que realmente existiram, isso é de conhecimento de todos, o Japão deveria pagar sem o menor problema para seu orçamento e que encerre de vez esse triste assunto.

  2. Na realidade é um crime que não deveria prescrever mas apenas contra àqueles que efetivamente exerceram a ação criminosa.
    Não pode ser delegado/transmitido a outros indivíduos, fere a individuação e o próprio sentido do Direito Universal da Individualidade, condição indissociável do cidadão, impossível responder por algo que não cometeu nem deu causa.
    A nós apenas nos interessa saber de ter existido uma ampla defesa para os reais infratores e imparcialidade no julgamento.

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.
R$ 19,90 por mês