Dieta rica em alimentos fermentados combate doenças crônicas

Estudo de Stanford comprova que mudanças de curto prazo na alimentação podem reduzir inflamações e turbinar o sistema imunológico
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Iogurte natural: aliado contra inflamação celular
Iogurte natural: aliado contra inflamação celular | Foto: Dagny Walter por Pixabay

A medicina já considera que a inflamação celular é uma das principais causas de doenças crônicas, incluindo diabetes, câncer, demência e doenças cardíacas e autoimunes. Acredita-se que a inflamação — que ocorre quando o sistema imunológico está sobrecarregado danificando tecidos saudáveis — seja responsável por mais da metade das mortes em todo o mundo. Um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, comprovou que consumir alimentos fermentados em grandes quantidades aumenta a diversidade da microbiata gastrointestinal (o exército de bactérias boas) e reduz significativamente os sinais moleculares de inflamação, melhorando a resposta imunológica.

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Resultados animadores

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No ensaio clínico, publicado na revista científica Cell, 36 adultos saudáveis ​​foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro adotou uma dieta rica em alimentos fermentados, como iogurtes, queijo cottage, kimchi e kombucha. O segundo seguiu uma dieta rica em fibras, à base de legumes, verduras, sementes, grãos inteiros, nozes e frutas. Os pesquisadores analisaram amostras de sangue e de fezes, coletadas durante um período pré-teste de três semanas, ao longo das dez semanas de dieta e um período de quatro semanas após o experimento, quando os participantes puderam optar pelo que comer.

Entre os participantes que consumiram fermentados, os níveis de 19 proteínas inflamatórias diminuíram drasticamente. Uma dessas proteínas, a interleucina 6, foi associada a doenças como artrite reumatoide, diabetes tipo 2 e estresse crônico. Já no grupo das fibras, não houve queda em nenhuma dessas 19 proteínas. “Esperávamos que o alto teor de fibra tivesse um efeito benéfico mais abrangente e aumentasse a diversidade da microbiota”, revelou Erica Sonnenburg, PhD, pesquisadora sênior em ciências básicas da vida, microbiologia e imunologia.

Segundo o coautor do estudo, Christopher Gardner, ph.D. e diretor de Estudos Nutricionais do Centro de Pesquisa de Prevenção de Stanford, o impacto das dietas direcionadas à microbiota no status imunológico é animador. “Os resultados abrem novos caminhos promissores de pesquisa para combater o aumento esmagador de doenças inflamatórias crônicas”, disse.

 

 

 

 

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