Direita e esquerda empatam em eleições para o Senado na Colômbia

O partido do governo ficou em quarto na Câmara dos Representantes
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Em 29 de maio, os eleitores colombianos retornarão às urnas para escolher o sucessor do presidente, Iván Duque
Em 29 de maio, os eleitores colombianos retornarão às urnas para escolher o sucessor do presidente, Iván Duque | Foto: Reprodução/Redes sociais

As primárias de domingo 13 foram realizadas simultaneamente às eleições legislativas para renovar as duas Câmaras do Congresso, atualmente controladas por partidos de direita na Colômbia.

Com 99% dos votos apurados, a coalização de esquerda Pacto Histórico e o centro-direitista Partido Conservador Colombiano lideram a corrida eleitoral para o Senado da Colômbia, com 16 cadeiras cada um — de 102.

Na Câmara dos Representantes, a aliança deve obter 25 dos 165 assentos, empatando com os conservadores e ficando atrás dos liberais, com 32.

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O partido do governo, o direitista Centro Democrático, que nas últimas eleições legislativas, de 2018, obteve o maior número de votos no Senado, ficou em quinto lugar no Senado e em quarto na Câmara dos Representantes.

A direita, fragmentada em seis partidos, vai continuar majoritária no Congresso, fazendo com que o Pacto Histórico tenha de formar alianças com a Coligação Aliança Verde e o Centro Esperança (14 lugares na Câmara Alta), para conseguir impor-se.

Em 29 de maio, os eleitores colombianos retornarão às urnas para escolher o sucessor do presidente, Iván Duque, que em 7 de agosto encerra seu mandato de quatro anos sem direito à reeleição.

Ex-guerrilheiro vai disputar a Presidência pela esquerda

O senador e ex-guerrilheiro Gustavo Petro conseguiu garantir ontem sua indicação como candidato da esquerda à Presidência da Colômbia.

Como previsto, o esquerdista de 61 anos foi o grande vencedor nas primárias. Ele obteve mais de 80% dos votos da aliança de esquerda Pacto Histórico, derrotando a ambientalista Francia Marquez, que obteve 15% dos votos.

A votação consolidou a candidatura de Petro, ex-prefeito de Bogotá, para disputar as eleições presidenciais de 29 de maio contra os candidatos de direito e centro. O país sempre foi governado pela direita.

A centrista Ingrid Betancourt, que foi mantida refém pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há duas décadas, foi escolhida para representar sua coligação na disputa pela Presidência. Ela se apresenta como uma alternativa tanto à direita no poder quanto a Petro.

Seis candidatos deverão se enfrentar no primeiro turno em 29 de maio, que será seguido de um segundo, em 19 de junho, caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos.

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