Em Hong Kong, líderes são condenados por protestos pró-democracia

Entre os prisioneiros estão três ex-deputados, um ativista e um empresário
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O empresário da comunicação Jimmy Lai
O empresário da comunicação Jimmy Lai | Foto: Reprodução/Twitter

Presos pela participação em protestos pró-democracia realizados em 2019, dissidentes políticos de Hong Kong foram condenados à prisão. A decisão foi proferida nesta sexta-feira, 28. De acordo com a televisão RTHK, emissora pública, as penas mais duras foram aplicadas a três ex-deputados (Albert Ho, Lee Cheuk-yan e Leung Kwok-hung) e ao coordenador da Frente Civil pelos Direitos Humanos, Figo Chan — grupo que organizou as manifestações.

Leia também: “Em Hong Kong, 50 opositores do regime chinês são presos”

Os quatro dissidentes foram condenados a 18 meses de prisão por incitar a participação da manifestação não autorizada, realizada em 2019, no Dia China (1º de outubro) e mais 18 meses por organizá-las. As penas serão cumpridas simultaneamente.

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Além do grupo, Jimmy Lai, proprietário de meios de comunicação críticos ao governo chinês, recebeu uma pena adicional de 14 meses de detenção e, somando o período que já está preso, deve permanecer 20 meses encarcerado.

Com 72 anos de idade, Lai é acusado de “conspirar com forças estrangeiras”, enquadrado na lei de segurança imposta pelo regime comunista de Pequim. As autoridades chinesas também o acusam de “conspiração para obstruir o curso da Justiça” por supostamente ajudar um dos 12 moradores de Hong Kong capturados na China em 2020, quando tentavam fugir para Taiwan.

Outros dois ex-parlamentares (Cyd Ho e Yeung Sum) e o ex-presidente da Liga dos Sociais-Democratas, Avery Ng, foram condenados a 14 meses de detenção. Dois ativistas — Sin Chung-kai, que também foi membro do parlamento, e Richard Tsoi, da organização Aliança pelo Apoio em Hong Kong aos Movimentos Patrióticos e Democráticos da China —, também receberam a condenação de 14 meses na prisão, mas suas penas foram suspensas por dois anos. Todos os dez acusados confessaram “culpa” por organizar a manifestação.

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2 comentários

  1. Que país mais incongruente! Ao passo em que consumidores chineses querem mais e mais artigos de luxo (o que mais se não um índice bem capitalista?), os honcongueses são penalizados por serem racionais. A China tem uma contradição irracional. Se quer participar de um mundo de trocas de mercadorias, tem de rever seus valores fundamentais. Não pode prosseguir comunista e, em simultâneo, avançar no capitalismo. Dizer que a China é um país capitalista de Estado totalitarista é incongruente. Os chineses se acham tão inteligentes, mas não conseguem resolver esse problema. Que abram o mercado de vez, mudem a lei, deem liberdade à população, não se intrometam na economia, façam do estado GIGANTE que têm um estado diminuto, para o bem dela e para o bem da economia mundial.

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