Em meio ao conflito na Ucrânia, papa Francisco pede ‘trégua pascal’

'Que vitória será aquela que fincará uma bandeira sobre um acúmulo de escombros?', questionou o pontífice
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Papa Francisco | Foto: Reprodução/Vatican News
Papa Francisco | Foto: Reprodução/Vatican News

O papa Francisco fez um apelo neste domingo, 10, por uma “trégua pascal” na Ucrânia. Ele afirmou que “nada é impossível a Deus”, recordando a passagem da bíblia em que o anjo Gabriel faz a anunciação a Maria.

O pontífice disse ser necessário cessar o conflito do qual não se vê o fim, “uma guerra que todos os dias nos coloca diante dos olhos massacres hediondos e atrozes crueldades realizados contra civis indefesos. Rezemos por esta intenção”.

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“Deponham-se as armas, se inicie uma trégua pascal, mas não para recarregar as armas e retomar o combate, não! Uma trégua para se chegar à paz”, declarou.

Francisco pediu que ocorra uma “verdadeira negociação” e que as autoridades estejam disponíveis “a qualquer sacrifício pelo bem das pessoas”. “Que vitória será aquela que fincará uma bandeira sobre um acúmulo de escombros?”, questionou o papa.

“Mas hoje há a guerra, porque se quer vencer assim, de maneira mundana, mas assim somente se perde. Por que não deixar que ele vença? Cristo carregou a cruz para nos libertar do domínio do mal, morreu para que reine a vida, o amor e a paz.”

Na homilia da missa do Domingo de Ramos, celebrada com público na praça São Pedro depois de dois anos, o pontífice questionou a lógica do “salva-te a ti mesmo”, que ele classificou como sendo o refrão da humanidade. Mais de 65 mil fiéis estavam presentes.

“Cristo é pregado na cruz mais uma vez nas mães que choram a morte injusta de maridos e filhos. É crucificado nos refugiados que fogem das bombas com os meninos no braço. É crucificado nos idosos deixados sozinhos a morrer, nos jovens privados de futuro, nos soldados mandados a matar os seus irmãos.”

O Domingo de Ramos inaugura a Semana Santa para os católicos. Francisco ouviu a narração do evangelho de Lucas e aguardou do palco a chegada dos cardeais e bispos carregando os ramos de oliveira, tradicionais nesta data.

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6 comentários Ver comentários

  1. Chegou atrasado, seu Papa. Um ex-presidiário aqui no Brasil (que o senhor conhece bem ) já propôs uma definitiva ‘cervejada para a paz’ em algum boteco brasileiro, reunindo ele mesmo, Putin e Zelensky. Se o senhor patrocinar umas geladas é capaz que te deixem participar. Depois sempre dá para fazer um farolzinho, dizendo que participou dos esforços para a paz.

  2. Este papa é insignificante…como todos os outros, com exceção do João Paulo II que foi um bom homem. Poderia usar esse cargo da idade média, para interferir em alguns abusos e atrocidades cometidos pelas autoridades desse mundo. Mas, ao invés disso, ele apoia ou se mantem calado.

  3. Pensa num indivíduo onde as opiniões são insignificantes, absolutamente ninguém nesse planeta dá ouvidos ao Bergólio, nem os próprios católicos digerem o seu lider fantoche da nova ordem mundial!

  4. Bergoglio, não esqueça de condenar veementemente o aborto. Além disso, não vai-me esquecer dos milhões de cristãos perseguidos mundo afora.
    Se não, vão acabar imaginando que você é subordinado à agenda progressista, em vez do Evangelho de Cristo.
    Né, Bergoglio?

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