Empresa de reconhecimento facial oferece base gigante à Ucrânia

Clearview AI oferece lista com 10 bilhões de rostos captados na web. Boa parte dos registros vem de sites russos
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Tecnologia de reconhecimento facial pode entrar no conflito Rússia-Ucrânia
Tecnologia de reconhecimento facial pode entrar no conflito Rússia-Ucrânia | Tumisu/Divulgação/Pixabay

Mais um recurso tecnológico entra em cena no conflito entre Rússia e Ucrânia. Uma empresa de reconhecimento facial ofereceu a sua base, com bilhões de dados, para os ucranianos.

A Clearview AI alega contar com mais de 10 bilhões de rostos cadastrados em seu banco de dados, número superior à população mundial, numa lista com repetição de pessoas registradas. A empresa extrai as informações da web, principalmente de redes sociais, e já enfrentou contestações éticas a respeito de seus métodos.

“Fico feliz de confirmar que a Clearview AI ofereceu sua inovadora tecnologia de reconhecimento facial para os dirigentes da Ucrânia, para o uso na crise que eles estão enfrentando”, afirmou Hoan Ton-That, executivo-chefe da empresa, em contato com a BBC.

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A empresa alega que boa parte de sua base é de usuários russos, identificados por meio do site Vkontakte (VK), conhecido popularmente como “o Facebook da Rússia”. Segundo a Clearview AI, mais de 2 bilhões de registros vêm somente dessa rede social.

O acordo está sendo costurado em nome da empresa pelo executivo Lee Wolosky, que anteriormente serviu aos Estados Unidos como diplomata, na gestão do presidentes Barack Obama. A oferta foi entregue ao Ministério de Defesa ucraniano.

O governo da Ucrânia, no entanto, não confirmou se aceitou a oferta. O Ministério de Transformação Digital informou apenas que este e outros gestos de apoio vindos de companhias ligadas à tecnologia estão sendo analisados.

Críticos do uso da tecnologia argumentam que erros de interpretação podem identificar pessoas erradas em postos de controle, colocando em risco a integridade de civis.

A Clearview, que trabalha com prioridade para forças policiais dos Estados Unidos, está atualmente enfrentando ações por supostamente violar os direitos de privacidade. Algumas das contestações vêm da Justiça do Reino Unido e da Austrália.

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