Estados dos EUA cortam impostos, enquanto governadores do Brasil mantêm alto o ICMS

Objetivo é conter o aumento da inflação no país
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Os cortes de impostos estaduais estão ocorrendo enquanto o governo Joe Biden luta para responder ao aumento dos preços
Os cortes de impostos estaduais estão ocorrendo enquanto o governo Joe Biden luta para responder ao aumento dos preços | Foto: Reprodução/Pexels

Enquanto governadores brasileiros mantêm o ICMS nas alturas, Estados dos EUA decidiram cortar impostos para barrar o avanço da inflação. Em junho, Nova Iorque vai dar início à suspensão de tributos sobre o gás até o fim do ano.

Segundo a governadora, Kathy Hochul, a medida economizará cerca de US$ 600 milhões para famílias e empresas. Na Flórida, a tendência é a mesma. Isso porque o governador republicano, Ron DeSantis, eliminou US$ 1,2 bilhão em impostos.

Diferentemente do que defende seu partido, o democrata Tom Wolf pediu a redução gradual da alíquota de impostos corporativos da Pensilvânia de 10% para 5%. O governador disse que pretende tornar o Estado atrativo para investimentos.

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Segundo reportagem do jornal New York Times, o movimento de reduzir impostos deve continuar, sobretudo porque neste ano os norte-americanos definem congressistas para a Câmara dos Representantes e para o Senado.

Os cortes de impostos estaduais estão ocorrendo enquanto o governo Joe Biden luta para responder ao aumento dos preços. Até agora, a Casa Branca resistiu aos pedidos de isenção de impostos sobre o gás

ICMS e arrecadação no Brasil

No Brasil, embora os preços dos alimentos e principalmente dos combustíveis esteja cada vez mais alto, os governadores não abrem mão dos altos impostos. No primeiro trimestre de 2022, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o ICMS sobre gasolina, etanol, diesel e gás. Esse desempenho representa um aumento de 40,5% em relação ao mesmo período de 2021.

As unidades da federação ganharam mais de R$ 30 bilhões de janeiro a março com o tributo sobre o petróleo, segundo levantamento do site Poder360, com base no Boletim de Arrecadação dos Tributos Estaduais.

Segundo o levantamento, a participação dos subitens relacionados a combustíveis e lubrificantes dentro do ICMS era de pouco mais de 20% em 2021. Neste ano, passou para cerca de 30%.

Leia também: “O resgate do federalismo”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 111 da Revista Oeste

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5 comentários Ver comentários

  1. ALEM DE NAO TERMOS ECONOMISTAS DE NIVEL NOS ESTADOS E PREFEITURAS;TEMOS JUIZES QUE PENSANDO QUE CONHECEM ECONOMIA ,AI MEU AMIGO NAO TEM PAIS E POVO QUE AGUENTE.

  2. Esperar o que de governadores tipo um filho de Jader Robalho, filho de Renan Canalheiros, uma Fátima é gorpi, um comunista Flávio Dino, um idiota comunista Renato Barraco Grande, um Docinho de Leite, um Rui Bosta, etc. etc. etc…..

    1. O que não dizer de nosso ”querido” calça apertada de SP, que ao invés de abaixar, ele aumenta o ICMS, vamos ver se o vice faz alguma coisa, duvido, pois, eles querem que o povo se exploda (para ser light). Infelizmente, ainda temos que aprender a votar…

  3. Se quiser também a redução dos assaltos estaduais no ICMS de combustíveis tem que trocar 27 desgovernadores. O mais ladrão é o castro do RJ, são 51,5% de ICMS na gasolina na bomba.

  4. A imensa maioria das pessoas está percebendo só agora q mudar somente o presidente da república surte pouco efeito no curto prazo, o q tem q ser corrigido é o conteúdo das casas (câmara e senado), pois só assim se aprovam leis realmente importantes para o país e de quebra corta as pernas assanhadas e inconstitucionais do judiciário sujo que temos atualmente.

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