EUA: distribuidoras de medicamentos fecham acordo sobre opioides

Valor de US$ 26 bilhões anunciado pelo procurador-geral Josh Stein será dividido e vai variar para cada empresa
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Opioides, analgésicos permitidos nos EUA que causam dependência | Foto: Tea Chivu/Flickr

As três maiores empresas farmacêuticas dos Estados Unidos (EUA) — AmerisourceBergen, Cardinal Health e McKesson — e a Johnson&Johnson (J&J) concordaram em pagar US$ 26 bilhões para resolver as alegações de que as companhias alimentaram a crise de opioides do país. A medida foi anunciada nesta quarta-feira, 21, pelo procurador-geral do Estado de Nova York, Josh Stein.

O valor negociado vai variar para cada empresa, e o prazo de pagamento também. A J&J terá nove anos para pagar US$ 5 bilhões. A AmerisourceBergen e a Cardinal Health terão 18 anos para entregar US$ 6,4 bilhões, cada uma. Já a McKesson: US$ 7,9 bilhões, também em 18 anos. 

Segundo o procurador-geral, “a maior parte do dinheiro deve ser gasta no tratamento de dependência de opioides”. Ações de prevenção também serão realizadas com esse valor.

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Entenda o caso

Os EUA passam por uma epidemia de opioides — analgésicos vendidos em comprimidos, cápsulas ou na forma líquida, eles agem no sistema nervoso para aliviar a dor, mas o uso indevido e contínuo pode levar à dependência. Só no ano passado, 70 mil norte-americanos morreram de overdose de opioides, contra quase 51 mil em 2019.

A situação fez surgir várias reivindicações dos governos estaduais de todo o país às empresas distribuidoras, além de quase 4 mil pessoas que entraram com ações judiciais em tribunais federais e estaduais.

Nova York, Carolina do Norte, Connecticut, Delaware, Luisiana, Pensilvânia e Tennessee já aprovaram a negociação feita, mas outros Estados ainda devem definir seus posicionamentos em 30 dias e outros interessados em 150 dias. Se confirmado, esse será o maior acordo na batalha legal entre os governos estaduais e municipais e a rede de fabricação e distribuição de opioides.

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