Facebook censurou opositores do Partido Comunista do Vietnã

É o que mostram os documentos vazados pela delatora Frances Haugen, ex-gerente de integridade da companhia
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Mark Zuckerberg é fundador do Facebook
Mark Zuckerberg é fundador do Facebook | Foto: Reprodução/Flickr

O Facebook cedeu a pressões do Partido Comunista do Vietnã e censurou opositores do regime no país, informou o The Washington Post na segunda-feira 25. Segundo a reportagem, o silenciamento de dissidentes na rede social ocorreu em 2020, quando a empresa fundada por Mark Zuckerberg mais do que dobrou o número de postagens bloqueadas de um semestre para o outro — de 834 nos primeiros seis meses para mais de 2.200 no segundo semestre.

O Vietnã é um dos mercados mais lucrativos para o Facebook na Ásia, com faturamento de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) apenas em 2018. De acordo com o periódico norte-americano, Zuckerberg defendeu que não cumprir as exigências do Partido Comunista resultaria no fim das atividades do Facebook no Vietnã, o que seria “ainda pior para a liberdade de expressão” no país.

A denúncia divulgada pelo The Washington Post é oriunda do vazamento de documentos confidenciais da rede social cedidos pela delatora Frances Haugen, ex-gerente de integridade da companhia.

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