Depois das eleições municipais realizadas em julho na Venezuela, a fronteira com Roraima registrou um crescimento expressivo no número de migrantes, o que elevou a procura por serviços humanitários. Segundo a Cáritas Brasileira, o movimento em Pacaraima atingiu níveis recordes desde a abertura da unidade local, em maio de 2024.
Dados não oficiais do governo brasileiro, obtidos pelo portal G1, mostram que no primeiro semestre deste ano, 96.199 venezuelanos ingressaram no país, dos quais 53% (51.697 pessoas) entraram por Roraima. O volume representa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 92.027 migrantes.
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Desde 2015, a crise econômica e política da Venezuela transformou Roraima na principal porta de entrada de migrantes no Brasil. Mais de 1 milhão já cruzaram a fronteira, e mais da metade permanece no país.
No primeiro semestre de 2025, 96.199 venezuelanos entraram no Brasil — 53% (51.697) por Roraima —, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Demanda humanitária
O espaço sanitário Padre Edy, administrado pela Cáritas, oferece duchas, lavanderia, fraldários, banheiros e água potável. Em agosto, a média diária de atendimentos subiu de 150 para 350, mais que dobrando em relação ao mês anterior. Até o dia 20, o total de assistências chegou a 17.212 — quase 6 mil a mais que em julho, quando foram registrados 11.236 atendimentos.
Com isso, a média geral de pessoas atendidas diariamente saltou de 400 para 860 em menos de um mês, de acordo com Luz Tremaria, coordenadora da entidade em Pacaraima.
“Notamos que, após as eleições, o fluxo cresceu ainda mais. Muitos relatam falta de esperança em mudanças políticas, já que o governo de Maduro se manteve. Eles acreditam que no Brasil terão uma vida melhor”, disse Tremaria ao G1. “Muitos relatam falta de esperança em mudanças políticas e buscam no Brasil melhores condições de vida.”
O espaço fica ao lado do posto de regularização migratória da Operação Acolhida, coordenada pelo Exército, que atua com apoio de entidades sociais. A Casa Civil informou que há protocolos específicos para lidar com picos no fluxo de migrantes e refugiados.
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Além da estrutura Padre Edy, a Cáritas mantém outras três unidades de apoio, duas em Boa Vista e uma adicional em Pacaraima, todas com aumento de atendimentos em agosto.
“O crescimento do fluxo após o último processo eleitoral da Venezuela não parece ser algo temporário. Isso nos pegou de surpresa”, avaliou Wellthon Leal, assessor nacional da Cáritas.
Imigrantes da Venezuela
Entre os migrantes recém-chegados, predominam relatos de incerteza e frustração. O eletricista Moises Mata, 29 anos, deixou o país após perder o emprego: “Perdi o trabalho e não vi mais futuro”
Ao G1, Moises declarou que “a taxa de desemprego está muito alta” na Venezuela. “Depois das eleições, ficou claro que nada vai mudar e não vejo esperança política no meu país”.
A dona de casa Dexys Sapienza, 40 anos, atravessou a fronteira com as duas filhas adolescentes. “Tiveram as eleições municipais, estamos tão revoltados que nem fomos votar”, disse.
“Agora tudo é em dólar, e o valor sobe duas vezes por dia”, sinalizou. “Ficou impossível manter a família. O governo segue o mesmo, e nós sem esperança. Quero que minhas filhas concluam os estudos aqui (no Brasil) e tenham oportunidades que não teriam lá.”






































Nosso país que se lasca com essa demanda toda, já temos muitos problemas para resolver, somos uma desorganização só, sou totalmente a favor de fechar a fronteira, Trump está certo de expulsar a migração de seu território! Quem tem um país organizado não recebe dessa maneira os invasores, como o qual tem que serem tratados!