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França quer o petróleo da Venezuela e do Irã ‘abastecendo’ o mundo

País de Emmanuel Macron defendeu a ideia para ajudar a estabilizar os preços da commodity
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Os líderes do G7 estão reunidos na Alemanha, discutindo os efeitos da guerra para o mundo
Os líderes do G7 estão reunidos na Alemanha, discutindo os efeitos da guerra para o mundo | Foto: Divulgação

A França está defendendo que os países do G7 — as sete maiores economias do mundo — derrubem as sanções contra o petróleo cru do Irã e da Venezuela. Assim, o combustível poderia retornar ao mercado mundial para ajudar a estabilizar os preços da commodity.

A informação foi revelada nesta segunda-feira, 27, pela agência de notícias Bloomberg, que ouviu um funcionário do gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron.

“Há um nó na forma de sanções dos Estados Unidos ao Irã que precisa ser desatado para que isso aconteça”, segundo a reportagem.

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A diversificação da oferta, uma discussão com todos os produtores sobre um teto de preço e um aumento temporário na produção de petróleo, também ajudariam a mitigar a carga sobre consumidores e empresas, disse o funcionário.

A revelação aconteceu durante a cúpula do G7, que está reunida desde domingo 26 na região da Baviera, na Alemanha.

Em março, os EUA discutiram a possibilidade de afrouxar as sanções contra a Venezuela e retomar as importações de petróleo, mas isso ainda não aconteceu. No entanto, os norte-americanos não reconhecem o ditador Nicolás Maduro como presidente eleito do país, mas veem o líder da oposição Juan Guaidó como seu presidente legal.

Atualmente, a Venezuela tem a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, estimada em mais de 300 bilhões de barris. Isso é muito mais do que Arábia Saudita, Canadá, Irã e Iraque.

O Irã também tem grandes reservas de petróleo, mas está sujeito a severas sanções dos EUA, como resultado de seu programa nuclear.

Cúpula do G7

Entre os principais assuntos discutidos pela cúpula do G7, estão as novas sanções contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia. O conflito provocou escassez de alimentos e uma forte crise energética em todo o mundo.

No segundo dia de reuniões, o presidente Volodymyr Zelensky se juntou à cúpula por videoconferência, de Kiev, e disse que deseja que a guerra termine até o fim do ano. Os líderes adotaram uma declaração prometendo apoiar Zelensky e seu governo “pelo tempo que for necessário”.

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