Hong Kong detalha nova lei de segurança imposta pela China

Críticos dizem que a lei tem como objetivo esmagar a dissidência e uma campanha de longa data por maior democracia no território
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Presidente da China, Xi Jinping | Foto: Wikimedia Commons
Presidente da China, Xi Jinping | Foto: Wikimedia Commons

Críticos dizem que a lei tem como objetivo esmagar a dissidência e uma campanha de longa data por maior democracia no território

Xi Jinping
Presidente da China, Xi Jinping | Foto: Wikimedia Commons

O governo de Hong Kong divulgou nesta segunda-feira, 6, mais detalhes da nova lei de segurança nacional imposta por Pequim para a ex-colônia britânica.

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Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, agora, as forças de segurança têm autoridade para entrar e fazer buscas em propriedades e também impedir que as pessoas deixem a cidade.

O Reino Unido devolveu Hong Kong à China em 1º de julho de 1997, sob a fórmula de “um país, dois sistemas”, garantindo ampla autonomia e liberdades não usufruídas no continente, incluindo um judiciário independente.

Mas, sob a nova legislação da China, os crimes de secessão e sedição serão punidos com prisão perpétua, alimentando preocupações de uma era muito mais autoritária.

No ano passado, o território viveu uma onda de protestos anti-China.

As autoridades de Pequim e Hong Kong insistem que a lei visará apenas uma minoria do que eles chamam de “causadores de problemas”.

No entanto, diplomatas, grupos empresariais e ativistas de direitos humanos disseram que este é o mais recente exemplo do aperto cada vez maior de Pequim na cidade.

Alguns pontos da nova lei

  • As autoridades terão o poder de entrar em locais para procurar por “evidências”
  • Pessoas sob investigação podem ser impedidas de deixar Hong Kong
  • Confisco dos recursos relacionados a qualquer ofensa que ponha em risco a segurança nacional
  • Organizações e agentes políticos estrangeiros e de Taiwan devem fornecer informações sobre atividades relacionadas a Hong Kong

Reino Unido

Nesta segunda-eira, 6, em Londres, o embaixador chinês acusou o Reino Unido de “grave interferência nos assuntos internos da China”.

O governo de Boris Johnson tem demonstrado preocupação com a polêmica lei de segurança nacional.

A Inglaterra descreveu a lei de segurança como uma violação “clara e séria” da Declaração Conjunta de 1984, segundo a qual devolveu sua colônia à China 13 anos depois.

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