Irã registra noite mais violenta em dois meses de protestos

Ao menos 15 pessoas morreram em diferentes partes do país

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Protestos começaram há dois meses, depois da morte de jovem presa por não usar véu islâmico | Foto: Reprodução/YouTube
Protestos começaram há dois meses, depois da morte de jovem presa por não usar véu islâmico | Foto: Reprodução/YouTube

Pelo menos 15 pessoas morreram na noite de quarta-feira 16 em diversas partes do Irã em decorrência dos protestos que tomaram conta do país há quase dois meses. Em 13 de setembro, Mahsa Amini, 22 anos, foi presa por usar o véu islâmico de maneira inadequada. Três dias depois, ela morreu na prisão. Desde então, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a morte da jovem e pedir mais liberdade.

Segundo levantamento do jornal britânico The Guardian, as mortes ocorreram em diferentes partes do país. O maior número de mortos foi em duas Províncias, onde motociclistas passaram e fizeram disparos contra pessoas que estavam em protestos.

Na Província do Cuzistão, no sudoeste do Irã, os disparos ocorreram em um mercado onde manifestantes e forças de segurança se reuniam. Cinco pessoas foram mortas e dez, feridas, anunciou uma autoridade local. Segundo a agência oficial de notícias Irna, entre os mortos, estão uma mulher de 45 anos e dois menores de 9 e 13 anos.

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Poucas horas depois, em Isfahan, no centro do país, dois agressores, também em uma motocicleta e com armas automáticas, atiraram em agentes de segurança, matando um coronel da polícia e dois paramilitares (da força Basij).

O presidente iraniano Ebrahim Raisi ordenou que as autoridades “ajam rapidamente para identificar os autores do ataque e levá-los à Justiça para que sejam punidos”, informou a agência de notícias local Fars.

As autoridades iranianas dizem que Mahsa teve um mal súbito. Entretanto, a família afirma que ela foi vítima de violência e assassinada na prisão.

Dados divulgados recentemente por organizações internacionais informam que 384 pessoas morreram em decorrência dos protestos no Irã e 14 mil foram presas. Até agora, 5 foram sentenciado à pena de morte.

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