Justiça de Nova York suspende licença de Rudy Giuliani para exercer advocacia

Tribunal entendeu que ex-prefeito deu 'declarações falsas' ao auxiliar Donald Trump nos questionamentos ao resultado da eleição de 2020
-Publicidade-
O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani não pode mais exercer a advocacia no Estado, pelo menos temporariamente
O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani não pode mais exercer a advocacia no Estado, pelo menos temporariamente | Foto: Wikimedia Commons

Rudolph Giuliani, ex-advogado de Donald Trump e ex-prefeito de Nova York, teve sua licença para exercer a advocacia suspensa nesta quinta-feira, 24, pela Justiça do Estado norte-americano.

Segundo o Poder Judiciário, ele deu “declarações comprovadamente falsas e enganadoras aos tribunais, aos legisladores e ao grande público” no período em que auxiliou Trump nos questionamentos sobre o resultado das eleições presidenciais de 2020.  Giuliani ainda pode recorrer da decisão.

Leia mais: “Agentes cumprem mandado de busca no apartamento de Rudy Giuliani”

-Publicidade-

De acordo com o tribunal, a suspensão temporária é “uma solução que apenas está disponível para casos em que é necessário proteger imediatamente o público das violações do réu”.

No entendimento do grupo formado por cinco juízes que analisou o caso, Giuliani tentou “reforçar a narrativa de que a vitória do seu cliente na eleição presidencial de 2020 tinha sido roubada devido a uma fraude eleitoral”. “Concluímos que a conduta do réu constitui uma ameaça premente ao interesse público e requer uma suspensão provisória da prática da lei, ficando dependente de futuras determinações da Comissão de Disciplina da Ordem dos Advogados”, diz a sentença.

NA MIRA DA JUSTIÇA

Como Oeste noticiou em abril, o ex-prefeito de Nova York está na mira da Justiça dos EUA. Giuliani é suspeito de ter violado as leis do país referentes à prática de lobby ao fechar negócios na Ucrânia. Os investigadores apuram se o ex-advogado de Trump feriu a legislação ao supostamente pressionar o governo ucraniano para investigar o filho do então candidato à Presidência dos EUA Joe Biden, adversário do republicano nas eleições do ano passado.

Leia também: “Suprema Corte dos EUA rejeita pedidos de anulação do Obamacare”

Hunther Biden, filho do hoje presidente norte-americano, integrou o conselho administrativo da companhia de gás ucraniana Burisma. Em setembro de 2019, Trump foi acusado de tentar interferir junto ao governo da Ucrânia para que a investigação avançasse. A acusação levou à abertura de um processo de impeachment contra o então presidente, que escapou da cassação.

Segundo a legislação dos EUA, a tentativa de fazer lobby em nome do governo norte-americano, a pedido ou sob orientação de um funcionário público estrangeiro, sem o conhecimento do Departamento de Justiça, é crime federal.

Leia também: “Em contraposição a Kamala Harris, Trump anuncia visita à fronteira sul”

Telegram
-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site