Leilão do 5G: governo libera participação da Huawei na disputa

Documento não prevê restrições à empresa chinesa
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Huawei poderá participar da disputa pelo 5G no Brasil
Huawei poderá participar da disputa pelo 5G no Brasil | Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério das Comunicações definiu que não haverá nenhuma restrição à participação da Huawei ou qualquer outra empresa de origem chinesa na disputa para conduzir a implementação da tecnologia 5G no país. De acordo com informações divulgadas na noite desta sexta-feira, 29, pelos canais de TV CNN Brasil e GloboNews, essa decisão será divulgada por meio de portaria no Diário Oficial da União.

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Caso seja confirmada, a decisão indica mudança na postura adotada até aqui pelo governo federal. Há dois meses, Oeste noticiou que o Ministério das Relações Exteriores havia firmado apoio ao projeto dos Estados Unidos em defesa à restrição ao acesso à tecnologia 5G — internet móvel de última geração — por parte de marcas chinesas.

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Apesar de não prever restrições a empresas chinesas, a portaria do Ministério das Comunicações sobre o 5G deverá abordar a necessidade de o vencedor do leilão assumir compromissos no âmbito da segurança digital. Além disso, haverá a obrigatoriedade de comprometimento com itens como instalação de fibra óptica de sinal de internet em determinados pontos do país, implementação de 4G em qualquer localidade brasileira com mais de 600 pessoas e cobertura móvel em quase 50 mil quilômetros em rodovias federais.

Fator Temer na briga pelo 5G no Brasil?

A notícia sobre eventual decisão do governo federal que pode beneficiar a Huawei ocorre dias depois de a imprensa divulgar que o ex-presidente Michel Temer passaria a atuar como lobista da companhia chinesa. Suspeita de manter relações diretas com o governo central da China, controlado há décadas pelo Partido Comunista, a empresa de tecnologia já teve sua atuação banida ou delimitada em países como França, Reino Unido e Suécia.

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5 comentários Ver comentários

  1. Na verdade o Ministério das Comunicações prevê sim e possibilita a participação dos chineses. Para tentar se resguardar da possibilidade de “espionagem” propalada pelos filhos do Presidente, o Governo colocou cláusulas que determinam a criação de um sistema “paralelo” a ser utilizado exclusivamente pelo Governo. Analistas de dentro do próprio Ministério das Comunicações sabem que esta cláusula custará muito caro ao Governo : um sistema paralelo e exclusivo para o Governo exigirá também uma estrutura paralela, pois obviamente não poderá transitar dados exclusivos em rede conjugada. Outro fato conhecido pelos técnicos – mas talvez desconhecido pelos demais- é que a estrutura atual já dispões de equipamentos comprados da China. A implantação do 5G pode aproveitar de boa parte desses equipamentos já existentes e a substituição de todos eles também vai encarecer o processo. Não se deve descartar que as vacinas e os insumos vindos exclusivamente da China agora terão peso dois nessa decisão, já que a AstraZeneca está atrasada e comprometida prioritariamente com a União Europeia. O agronegócio também terá altíssimo peso já que a balança comercial com a China é favorável às exportações de grãos e carnes com vultosos números de tonelagens e dólares indo e vindo. O Presidente acertou ao dizer que “Não existe negociação. Entre os países, há interesses”. Entretanto são sim os interesses que pesarão nessas negociações.

  2. Errado. Uma empresa de um país ditatorial e comunista não pode participar de uma licitação num país democrático. Quem vai dirigir essa empresa no Brasil? O PCC chines! Está certo isso?

  3. A mudança de postura tem na verdade outro nome: Joe Badin. Se Trump tivesse vencido as eleições os chineses jamais entrariam nesse negócio. Como se vê o Presidente é um homem de palavra! Seu filho Zero 2 acusou a China de usar o 5G para espionagem. O Presidente chamou a vacina chinesa de Vachina. Agora- com a compra do segundo lote de 54 milhões da Coronavac- e com os chineses no 5G o Presidente mostra com é leal e fiel aos seus aliados. Trump que o diga.

  4. Tai o resultado da conversinha de 5 minutos do governo com o diplomata chinês. Não restou nada dos 200 mil mortos e restara ainda menos dos vivos.

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